HOMENAGEANDO AS CRIANÇAS
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
A reunião do Café com Poesia ( e Arte) aconteceu no dia 16 de outubro no auditório do MAMM/UFJF e foi dedicada a litaratura infantil.
Já que o mes é da criança e alguns integrantes do nosso grupo também atuam nesta área, abrimos este espaço para que pudessem nos trazer seus trabalhos.
A literatura infantil, tão importante, pois é formadora do leitor e do escritor de amanhã, é também encantadora e divertida.
Foram momentos muito agradáveis!
Na foto os participantes deste encontro e em destaque o poeta Rogério Tadeu ao lado de José Renato frequentador assíduo do Café com Poesia ( e Arte).
Iniciamos com um momento musical, tendo a poetisa Ana Másala (voz) e José Renato e Nicácio Roberti ( violão) apresentado a música O CADERNO de Toquinho/Mutinho.
Queridíssimos, os três nos brindaram com momentos especiais.
Vejam abaixo:
Queremos que o momento musical se torne uma prática, assim como, ter em cada encontro, os livros publicados pelos integrantes do grupo para apreciação e venda.
Livros deste encontro:
Depois, passamos para o nosso filme surpresa que na verdade era um desenho animado produzido pelo Driê com apoio da Lei Murilo Mendes e que se intitula POLIEDRO: O RESGATE. Este desenho foi apelidado pela nossa querida Leila Barbosa de MURILINHO e está à disposição das pessoas que queiram assistir, na Biblioteca do MAMM. O desenho se baseia no livro POLIEDRO de Murilo Mendes. Quem conhece o livro vai conseguir perceber os diversos personagens da obra neste desenho e, sobretudo, o jeito peculiar de Murilo lidar com a vida e como ele mesmo diz no livro – “morder a realidade, a matéria mordível e mordente, a universal tangerina, a fruta-esfera da terra. Saborear o sumo de todas as coisas somadas. O sumo do universo, o saber do sabor; o sabor do saber”.
Em seguida apresentamos as novas integrantes do Café com Poesia ( e Arte) – Layara ( Lazara Dulce Ribeiro Papandrea) e Cecy Barbosa Campos – poetisas que muito nos honram com suas presenças.
Esta é Layara
Na foto abaixo, Layara e Robsosn na platéia.
Abaixo, Eliana Mora, que gentilmente declamou o poema INCOMPREENSÍVEL de Layara:
INCOMPREENSÍVEL
Layara
Jamais compreenderei
os rios,
que são pássaros
e partem sozinhos
num turbilhão de gotas.
Jamais compreenderei
a rota suicida dos rios.
O cio das águas
que copulam com o vácuo.
O ciclo temático,
que não vejo!
Jamais compreenderei
a boca, que desemboca
o beijo do nunca mais
na porcelana das praias,
em busca dos mares
e esquece de voltar para quem ama.
Jamais compreenderei
o abandono dos rios
às suas próprias águas
que resolutas
não voltam pra casa.
Não sentem saudades de casa.
E aqui está Cecy, que apresentou seu próprio poema:
ÁLBUM
Cecy Barbosa Campos
Desfolhando o velho álbum de retratos
que jazia abandonado em alguma prateleira
relembrei pessoas que estavam esquecidas
e não reconheci imagens que eram minhas.
Prosseguimos com a apresentação do Nicácio Roberti.
Nicácio é um artista completo: músico, poeta, desenhista, pintor, ilustrador, design e autor de dois livros infantis. Aqui, ele e seu filho Iury na apresentação de de BILLY, A ABELHINHA QUE NÃO SABIA VOAR:
E também de sua mais nova história – O ELEFANTINHO ALFREDO E A BUSCA DA FELICIDADE. As mensagens são excelentes para se trabalhar com as crianças nas escolas. BILLY está sendo usada nos colégios de Ubá pelas professoras para tratar a questão da alimentação das crianças.
Pedimos a ele que cantasse para nós PRENDA, sua canção premiada no Festival Ary Barroso. E ele nos atendeu.
Nicácio e Iury ainda me ajudaram com os equipamentos. Agradeço imensamente.
Depois foi a vez daVera Ribeiro Guedes apresentar ao Grupo sua Bruxinha
Filismina do nome interminável… ( uma graça).
Uma história muito divertida e também de conteúdo didático tratando da eterna polaridade humana entre o bem e o mal.
Sua filha se caracterizou como Filismina e esta bruxinha é simpatissíma pois se parece com todos nós. Nossos parabéns as duas.
Na sequência, foi a vez de Marisa Timponi.
Ela nos apresentou seu livro UMA HISTÓRIA DE ARREPIAR E OUTROS CONTOS e surpreendeu a todos com seu talento de contadora de histórias. Vejam:
Marisa domina completamente a técnica de prender a atenção da platéia que a ouve e resgata através destes contos uma tradição mineira de ouvir histórias nas varandas das casas antigas. Foi uma delícia!
Aí, chegou a minha vez de apresentar meu infantil que está no prelo – ANA BALÃO – uma história que trata da amizade e das dificuldades para construí-la.
Este livro que foi escrito em 1982, foi também ilustrado pelo Lucio, meu filho, quando tinha 11 anos de idade. Hoje suas ilustrações estão sendo completadas pelo seu filho, Leonardo. Um trabalho dedicado a minha filha Adriana e as crianças que povoaram sua infância, hoje adultas, e as crianças que povoam este nosso tempo de agora. O prefácio lindo é de Claúdia Freire Lima, minha amiga e parceira de livros infantis, e devo apresentá-lo ao publico no início de 2011.
Depois fomos para o MEZCLA, felizes e descontraídos, recebidos pelo ator Marcos Marinho que acompanhou nossa conversa animada. Café Guimarães Rosa; Café Fernando Pessoa… um bolo chamado macumba ( uma perdição!). E conversa vai, conversa vem, até cantei um fado, mas a nossa maior surpresa foi o Robson, marido da Layara, que quase nos matou de rir declamando ZABÈ. Isto mesmo – ZABÈ – que aqui transcrevemos para vocês:
Zabé
(não conheço a autoria, ouvi um amigo declamar quando morava em Fortaleza)
Seu vigário esse papé
recebi de sua mão
Quando casei com Zabé,
filha do seu Sacristão.
Espie essa assinatura,
que de tão véia tá escura ,
que inté prá lê dá trabaio
Mas foi o senhor que fez
E eu vim aqui outra veis
Pro senhor quebra meu gaio!
Me empreste logo o rosário.
Diga onde eu me ajoelho.
Corra e tire do sacrálio
o livro de dá conselho.
Se ajoelhe vá rezando!
Me ajude estou precisando
Toma umas providencias,
Zabé morreu faz três anos
Mais vive me catruscando
Que eu já tô sem paciência!
Seu vigário essa escritura,
ou seja, esse documento
É a lembrança mais pura
que guardo do casamento
Merece todo respeito!
Que eu nem sei dize direito
Quando vale esse papé
Guardei com todo cuidado
Se ele hoje tá manchado
A curpada foi Zabé
Que antes de se casá
Era uma amor de menina
Passava o dia a rezá
Cantando na sarafina
Querendo imitá os anjos
Pra laçar esse marmanjo
Como de fato laçou
Com as cordas do mar costume
Ensebada de ciúme
Não sei onde ela arranjô
Passei vinte e cinco anos
Vivendo nesse sofrimento
E de três anos prá cá
Vivo do purgatório prá dentro
Tudo isso porque Zabé
Depois da lua de mé
Garrô ter ciúme deu
Mesmo quando sonhava
Dava um pulo e se agitava
Prá mode brigá com eu
E eu dizia: Zabé
Deixa dessa ciumeira
Tu sois a minha mué
Prá que tanta ciumeira?
Vai prá missa se confessa!
E ela ia, ia nada!
Ia pulá no terreiro
do veio Migué xangozeiro
Pai de Santo da Maiada.
No terreiro de macumba
Zabé era uma paiaça
Aprendeu a tocá zabumba
Fumar, bebe cachaça
Puxá peixeira e brigá
E se ia aconceiá
Zabé virava do cão
Tinha febre adoecia
Passava cinco seis dias
Levando vela na mão
Certo dia, mandado não sei por quem
Zabé tomô um porre
Caiu dum carro de um trem
Ficô morre mais não morre
Seu pai de santo veio cá
Levou ela pro congá
Deu-lhe uns passe de magia
Zabé garrou no sono.
Morreu naquele mesmo dia!
Graças a Deus!
vi-me livre da cruz que eu carregava
Não é que um dia eu sonhei
Que Izabé ia e vortava?
Acordei sentino um cheiro
De foia de marmeleiro
e fumaça de escama
Quando abri os zóio
Vi um vurto
Me dirigindo uns insurto
Sentado no pé da cama
Ah seu padre nessa hora
fiquei mais frio do que gelo!
Me arrepio sem demora
tudo quanto foi cabelo
Eu que nunca fui de tremê,
nunca fui de demê
Assombração nem vizage
Quando vi a marmota
Se senti um idiota
Farto-me fôrgo e corage!
Das reza que faiz sucesso
Rezei até ficá cansado!
Rezei o cruz credo às avessas
O Pai Nosso atravessado
E até a reza do São Longuinho
Que minha vó me insinô
E quanto mais eu rezava
Mais a arma se enfiava
Debaixo do cobertô!
Ai eu pensei comigo
Que diacho essa arma qué?
Passei a mão num umbigo
Pra vê se era meuié
Era Zabé sim senhor!
Me deu no corpo um tremô
Um frio, um farmezim
Fiquei todo arrepiado
Como um animal acuado
Por déis vira-lata ruim!
Me esqueci da oração
De afungentá coisa feia
Mais com tanta aflição
Quem é que não se aperreia?
Por isso eu vim aqui
Pro Senhor i correndo
na cova que Zabé tá
Jogá umas água benta
Pra vê se Zabé se agüenta
Do outro lado de lá.!
( O Robson sabe de cor tudo isto!!!! Virge de Pedra!!!!)
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E para finalizar agradecemos a presença de todos, especialmente do escritor e ilustrador Marcelo Manhães, das crianças que nos acompanharam neste encontro, e sobretudo dos queridos amigos ( Marisa, Tadeu, Nicácio e Layara) que me mandaram as fotos .
A Ana fotografou tudo mas a máquina falhou. Mas que fotografou, fotografou vejam:
Abraços e até novembro!!!!
ENCONTRO DE OUTUBRO
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Nosso próximo encontro, dedicado a literatura infantil,
será no dia 16 de outubro, às 15 h., no auditório do MAMM.
Este será um encontro aberto e solicitamos aos integrantes que tragam seus convidados, inclusive crianças, para participarem conosco de experiências interessantes.
A programação promete e vou postando mais informações a medida que as pessoas confirmem suas presenças e apresentações.
O ENCONTRO DE SETEMBRO/2010
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Este último encontro aconteceu no MAMM – Museu de Arte Murilo Mendes pertencente a Universidade Federal de Juiz de Fora e teve como motivação principal uma homenagem ao poeta Murilo Mendes.
Murilo nasceu em Juiz de Fora, descreve sua infância e sua juventude no livro autobiográfico A IDADE DO SERROTE, trabalhou em Santos Dummond como professor de francês. Depois viveu no Rio de Janeiro exercendo várias atividades até se mudar para Roma, e lecionar cultura brasileira na Universidade de Roma. Morou em Roma mais de 20 anos.
Nosso objetivo era que cada participante escolhesse um poema ou texto de Murilo Mendes para apresentá-lo aos presentes e pudéssemos falar a respeito.
E assim foi feito:
Ana Miranda abriu a rodada com o poema
AQUARELA de Murilo Mendes:
Mulheres sólidas passeiam no jardim molhado de chuva,
o mundo parece que nasceu agora,
mulheres grandes, de coxas largas, de ancas largas,
talhadas para se unirem a homens fortes.
A montanha lavada inaugura toaletes novas
pra namorar o sol, garotos jogam bola.
A baía arfa, esperando repórteres…
Homens distraídos atropelam automóveis,
acácias enfiam chalés pensativos pra dentro das ruas,
meninas de seios estourando esperam o namorado na janela,
estão vestidas só com um blusa, cabelos lustrosos
saídos do banho e pensam longamente na forma
do vestido de noiva: que pena não ter decote!
Arrastarão solenemente a cauda do vestido
até a alcova toda azul, que finura!
A noite grande encherá o espaço
e os corpos decotados se multiplicarão em outros.
Note como o poema é ousado não só nas
Regina Machado leu o poema
SOLIDARIEDADE de Murilo Mendes
Eliana Mora, nos trouxe Murilo Mendes, aos 24 anos, na publicação Antropofagia e nos brindou com uma excelente performance na apresentação do texto MAPA:
Me colaram no tempo, me puseram
uma alma viva e um corpo desconjuntado. Estou
limitado ao norte pelos sentidos, ao sul pelo medo,
a leste pelo Apóstolo São Paulo, a oeste pela minha educsação.
Me vejo numa nebulosa, rodando sou um fluído,
depois chego à consciência da terra, ando como os outros,
me pregaram numa cruz, numa única vida.
Colégio. Indignado, me chamam pelo número, detesto a hierarquia.
Me puseram o rótulo de homem, vou rindo, vou andando, aos solavancos.
Danço. Rio e choro, estou aqui, estou ali, desarticulado,
gosto de todos, não gosto de ninguém, batalho com os espíritos do ar,
alguém da terra me faz sinais, não sei mais o que é o bem
nem o mal.
Minha cabeça voou acima da baía, estou suspenso, angustiado, no éter,
tonto de vidas, de cheiros, de movimentos, de pensamento,
não acredito em nenhuma técnica.
Estou com os meus antepassados, me balanço em arenas espanholas,
é por isso que saio às vezes pra rua combatendo personagens imaginários,
depois estou com os meus tios doidos, às gargalhadas,
na fazenda do interior, olhando os girassóis do jardim
Estou no outro lado do mundo, daqui a cem anos, levantando populações…
Me desespero porque não posso estar presente a todos os atos da vida.
Onde esconder minha cara? O mundo samba na minha cabeça.
Triângulos, estrelas, noite, mulheres andando,
presságios brotando no ar, diversos pesos e movimentos me chamam a atenção
o mundo vai mudar a cara,
a morte revelará o sentido verdadeiro das coisas.
Andarei no ar.
Estarei em todos os nascimentos e em todas as agonias,
me aninharei nos recantos do corpo da noiva,
na cabeça dos artistas doentes, dos revolucionários.
Tudo transparecerá:
vulcões de ódio, explosões de amor, outras caras aparecerão na terra,
o vento que vem da eternidade suspenderá os passos
dançarei na luz dos relâmpagos, beijarei sete mulheres
vibrarei nos cangerês do mar, abraçarei as almas no ar
me insinuarei nos quatro cantos do mundo.
Almas desesperadas eu vos amo. Almas insatisfeitas, ardentes.
Detesto os que se tapeiam,
os que brincam de cabra-cega com a vida, os homens “práticos”. ..
Viva São Francisco e vários suicidas e amantes suicidas,
os soldados que perderam a batalha, as mães bem mães,
as fêmeas bem fêmeas, os doidos bem doidos.
Vivam os transfigurados, ou porque eram perfeitos ou porque jejuavam muito.
viva eu, que inauguro no mundo o estado de bagunça transcendente.
Sou a presa do homem que fui há vinte anos passados,
dos amores raros que tive,
vida de planos ardentes, desertos vibrando sob os dedos do amor,
tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria,
estou no ar,
na alma dos criminosos, dos amantes desesperados,
no meu quarto modesto da praia de Botafogo,
no pensamento dos homens que movem o mundo,
nem triste nem alegre, chama com dois olhos andando,
sempre em transformação.
Ana Másala nos trouxe o POEMA DA TARDE de Murilo Mendes,
vejam:
A tarde move-se entre os galhos das minhas mãos.
Uma estrela aparece no fim do meu sangue,
Minha nuca recebeu o hálito fino de uma rosa branca.
Todas as formas servem-se mutuamente,
Umas em pé, outras se ajoelhando, outras sentadas,
Regando o coração e a cabeça do homem:
E dentre os primeiros véus surge Maria da Saudade
Que, sem querer, canta.
( Estamos sem o texto lido pela Natália e assim que ela nos enviar estaremos postando aqui)
Leila Barbosa e Marisa Timponi apresentando o tema : Murilo Mendes e Ismael Nery: reflexos – título do livro de suas autorias indicado para o prêmio Jabuti. Marisa e Leila falaram da bela amizade existente entre o poeta e o ser multifacetado que era Ismael Nery. Estudiosas de Murilo Mendes trouxeram para o grupo informações muito interessantes sobre a vida e a obra do escritor.
Abaixo o livro de Leila e Marisa:
Um álbum de arte ricamente ilustrado, vejam uma pequena amostra abaixo:
Murilo Mendes retratado por Ismael Nery
A pintura Namorados de Ismael Nery
Abaixo os dois amigos: Murilo e Ismael
Ispirada na obra de Ismael Nery, Cris Guadelupe criou algumas imagens:
{ Cris, acrescente explicações e títulos das suas imagens para nós, ok?}
Encerrando esta parte, da homenagem a Murilo Mendes, os novos integrantes do Café com Poesia ( e Arte) foram apresentados nesta tarde : Hernany Tafuri, Rogério Tadeu e Eliana Mora.
(Hernany Tafuri)
Depois fomos tomar café de fato no MEZCLA, ao lado do MAMM
Casa de Cultura Latino Americana comandada por Marcos Marinho.
Descontração total!!
Conosco estava Jacinta, poeta da Casa das Rosas em São Paulo e esperávamos Alessandra Espínola , poeta do Recanto das Letras, que estava chegando do Rio de Janeiro.
Fotografando gentilmente nosso encontro, como sempre,
Cris Guadelupe.
PRÓXIMO ENCONTRO (SETEMBRO)
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Querido grupo
Nosso próximo encontro está marcado para o dia 18/09/2010, às 15h., no Museu de Arte Murilo Mendes, numa deferência especial do Professor José Alberto Pinho Neves, pró-reitor de cultura da UFJF, que abrigou nossos encontros neste local privilegiado. O café propriamente dito, será no Mezcla ao lado do MAMM, no final do encontro.
Neste encontro vamos homenagear o poeta, escritor e crítico de arte MURILO MENDES, dono da casa (rsrsr) e cada integrante está convidado apresentar algo sobre o homenageado.
Abriremos espaço para que cada um possa apresentar um texto ou poema de sua autoria e sabemos que a escritora Vera Guedes vai nos trazer sua bruxinha ( conto infantil) muito interessante.
Neste encontro apresentaremos também ao grupo três novos integrantes: Hernany Tafuri, Rogério Tadeu Ferreira e Eliana Mora, todos poetas, e contaremos com a participação especial de ALESSANDRA ESPÍNOLA poetisa do Recife que está no Rio e estará conosco a partir das 16h.
O grupo entra agora em nova fase, com uma estrutura mais firme, e além da coordenação exercida por mim e pela Ana Másala, estamos com a Ana Miranda como secretária e a Cris Guadelupe como Assessora de Divulgação (a Cris vai fazer toda a cobertura fotográfica dos encontros) e assim, todos receberão o nosso TERMO DE ADESÃO que consolida a participação de cada integrante e que está condicionado a aceitação do Regimento que também será apresentado a vocês ( coisas da velha e chata burocracia – rsrs).
Mas vai ser muito show, porque Murilo é uma grande revelação poética e muito inspirador!!!
Espero vocês lá!
Bjos
Maria helena Sleutjes
NICÁCIO E MAX BRILHAM DE NOVO
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Grandes notícias musicais!
Nicácio Roberti, Max 70, Alan Reis e Bráulio Hilário conquistam o prêmio de terceiro lugar e o prêmio de melhor arranjo do super concorrido Festival de Cruzília com a música Caligrafia de Nicácio Roberti e Max 70.
O café com Poesia vibra de emoção com tudo isto, sabendo que vocês prometem muito.
Abaixo, a letra da música caligrafia.
Eles tocaram para o grupo no último encontro e é uma música muito linda!
CALIGRAFIA
Autores: Nicácio Roberti e Max Setenta
Nas curvas soltas e sutis daqui
Dos morros de Minas
Na paisagem ver um pouco além dali
Do tom das neblinas
E nas planícies sob a luz do sol
Na bruma sob os vales alguém
Te ver só passar de longe a sorrir pra mim
E acordar com o balançar do trem
Quero saber se é tarde
Quero tentar não esquecer
De que é preciso muito pouco
Pra ficar junto a você
E o vento em meu cabelo
Me fez lembrar o tempo inteiro
Que eu preciso adormecer
Num sonho verdadeiro
Uma viagem, ao som desse trem eu vi
Um gesto contido
E senti crescer a sua voz aqui
Bem perto do ouvido
Sua caligrafia num papel de pão
Em versos tão modestos
Dizendo que era coisa à toa só pra mim
Então pediu que eu não sorrisse assim
Quero saber se é tarde
Quero tentar não esquecer
De que é preciso muito pouco
Pra ficar junto a você
E o vento em meu cabelo
Me fez lembrar o tempo inteiro que eu preciso
Adormecer num sonho pra
Tentar dizer que a minha razão de ser
É a base, é o tom, no tempo veio
Em som pra te encantar
E vou ceder meu caminhar meu sol, meu ser
Meu sussurrar só para você
Até meu som findar







































