POESIA A TODA PROVA
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
O jornal JFHOJE do dia 30/06/10 publicou uma matéria sobre a poesia do nosso querido Hernany Tafuri com o título POESIA A TODA PROVA. Nesta linda matéria, Tafuri é entrevistado por Cláudia Figueiredo e fala de sua trajetória poética e de seus dois livros: VERTIGENS DO TEMPO e (QUEBRANDO) OBJETOS INÚTEIS.
O café com Poesia ( e Arte) cumprimenta o poeta, desejando-lhe muito sucesso e transcreve aqui um de seus poemas do livro VERTIGENS DO TEMPO.
QUANDO
Quando:
os beijos esfriarrem,
os olhos perderem o brilho,
as mãos mantiverem-se inertes,
nas barrigas não houver mais o “friozinho”,
as horas passarem sem deixar rastro,
a fala não for mais ouvida,
a presença não for mais notada,
a ausência não for mais chorada,
a distância não for mais um fardo,
o desejo transformar-se em rotina.
Quando dois não mais forem um,
e nem mesmo o que for
externo tiver importância
(gestos, pelo, cabelos),
o amor, simplesmente,
não mais terá sentido.
OS LIVROS DE HERNANY TAFURI
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Tenho o grande prazer de apresentar a vocês os livros de Hernany Tafuri, integrante do Café com Poesia ( e Arte), poeta com grande capacidade de expressão e muita sensibilidade.
Este livro do Hernany , editado pela FUNALFA , recebeu o Prêmio de Melhor Livro Estrangeiro de Poesia Jovem na Academia de Letras e Artes ” Il Convivio” na Itália.
O segundo livro possui um título muito interessante, vejam:
Pedi para ele levar os livros no nosso próximo Café com Poesia ( e Arte). Tafuri escreve também para o Recanto das letras.
NATÁLIA E TRAJANO PRODUZEM NOITE DE GALA DE BALLET
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
TRAJANO E NATÁLIA (TR- PRODUÇÕES) PRODUZEM O ESPETACULO – NOITE DE GALA DE BALLET- E TRAZEM A CIA IV ATO ( formada por bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro) PARA JUIZ DE FORA, num espetaculo que promete.
Eles são dois jovens simpáticos, bonitos, talentosos, POETAS e também para nossa admiração – produtores culturais.
Estou falando da Natália e do Trajano Amaral, integrantes do Café com Poesia ( e Arte), produtores do espetáculo de dança – NOITE DE GALA DE BALLET – que será apresentado no CINE TEATRO CENTRAL (Juiz de Fora), no próximo dia 13 de junho, às 1830.h.
O espetáculo reúne trechos de grandes clássicos do ballet. Entre eles, “A Morte do Cisne”, “Suíte D. Quixote”, “Grand Pas-de-Deux do Cisne Negro” e “Carmen”.
De acordo com o coreógrafo Ivan Franco, o espetáculo é uma forma de mostrar o histórico da dança, pois apresenta toda a evolução do ballet através de vários clássicos, que passam por diferentes estágios.
Apresentado pela Cia. IV Ato, formada em sua maioria por bailarinos do Theatro Municipal do Rio.
A “IV Ato” surgiu pela necessidade dos profissionais dançarem ainda mais. Além de ser movida pelo desejo de levar obras clássicas em vários palcos por todo o país.
Informações:
Tel: (32) 3215-1400 e (32)8834-1380
Blog: trcultural.blogspot.com
Ponto de venda:
Cine Theatro Central
Preços:
Platéia A: R$40,00
Paltéia B: R$40,00
Balcão: R$30,00
Galeria: R$20,00
Camarote: R$45,00 (por pessoa)
Realização:
TR Produções – Trajano Amaral
Depois estaremos postando as fotos e informações sobre a apresentação.
O CAFÉ COM POESIA ( E ARTE) DESEJA AOS DOIS MUITO SUCESSO.
HENRICUS KAMPS NO CAFÉ COM POESIA ( E ARTE)
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
A tarde do dia 05 de junho era fria e chuvosa. Nosso encontro estava programado para as 15.30h, no MEZCLA.
Os integrantes e os convidados foram chegando aos poucos.
Iniciamos com o poema da Ana Másala – Ponto final - que aqui apresento para vocês:
PONTO FINAL
A solidão se alarga
nesses corredores planos;
a solidão abraça
esses corredores frios;
solidão não é o inferno dos caminhos.
Solidão é a doce espera
de um lendário e perdido paraíso.
Antes,
o esforço da escalada;
antes,
o medo da descida;
antes,
o voo sobre o abismo;
antes,
entupir-se dos vícios e da vida;
antes,
esse desabafo,
que escancarar a boca
e engolir a morte – confortavelmente -a sangue frio.
(Ana Másala
Publicado no Recanto das Letras em 02/06/2010
Código do texto: T2296118)
Henricus Kamps é holandês e veio para o Brasil ainda jovem. Segundo nos disse, foi morar em Divinópolis e lá produziu esculturas de camponeses e trabalhadores rurais para os presépios da região. Hoje, reside em Juiz de Fora e possui um belíssimo trabalho de pintura, tendo participado de diversas exposições.
Aqui, Henricus falando com os integrantes do café com Poesia ( e Arte)
Em sua fala nos descreveu sua trajetória de vida, suas experiências em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, onde residiu durante alguns anos.
Falou também de suas convicções religiosas,
explicando com simpatia sua adesão ao induísmo,
as práticas regulares de yoga e meditação.
Onde termina o homem e onde começa o artista nunca saberemos dizer e Henricus Kamps nos mostrou isto com muita naturalidade e clareza.
Foi um grande prazer, Henricus, tenha certeza!
Aventuras de Quixote ganham forma plástica
As peripécias de Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança saem das páginas dos livros para ganhar forma e cor nas telas do artista plástico Henricus Bernardus Maria Kamps. Um ano depois de encantar os participantes do X Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, realizado em 1999, com a retratação completa do polêmico texto sobre o Apocalipse, de João Evangelista, o artista volta a Juiz de Fora. Desta vez, com uma homenagem ao idealista e atrapalhado herói espanhol.
Para os admiradores da obra literária de Cervantes, é a oportunidade de conferir a forma plástica que as aventuras de Dom Quixote podem adquirir. Em mais de 20 telas, Henricus Kamps usa a sátira, característica do personagem, para brincar com as dimensões e com a coloração dos quadros. A técnica usada é a encáustica, muito difundida na Grécia Antiga e considerada singular por ser pouco empregada nos dias atuais.
O principal componente é a cera pura de abelha, acrescida à resina e pigmentos coloridos. Quente e em forma líquida, a mistura é despejada sobre a tela e, com a ajuda de colheres ou pincéis, adota as formas plásticas idealizadas por Kamps. Devido à beleza e durabilidade, a técnica foi reabilitada através de pesquisas arqueológicas realizadas no século XVII.
Rosemar Roland, uma das organizadoras da mostra, destaca entre as características da exposição a inscrição, na própria tela, da história retratada, dando oportunidade para os que ainda não conhecem as aventuras de Dom Quixote e de Sacho Pança possam recuperar o tempo perdido. Rosemar enumera dicionários de artes plásticas em que há referência sobre Kamps, artista holandês, naturalizado brasileiro há 24 anos, cujas obras encontram-se em acervos de importantes nomes, como o diretor das organizações Globo, Roberto Marinho. Ela adianta que está sendo preparada uma surpresa ao público juizforano. Exemplares da coleção inédita sobre Rei Arthur, que está sendo desenvolvida por Kamps, poderão ser conhecidas, em primeira mão, pelos visitantes da mostra no Teatro Pró-Música. (FC).
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Foi uma tarde muito especial e o ponto alto foi a exibição de um filme narrado por Walmir Ayala que nos mostrou seu trabalho
no atelier do Rio de Janeiro -
a encáustica – muito interessante e antiga e já descrita
na resenha do Pró-Música acima.
Conosco, na foto acima, o casal Tiago e Maria Helena, coordenadores do Café Filosófico, nos honrando com sua presença.
Para finalizar queremos agradecer imensamente ao Henricus pela excelente tarde que nos proporcionou; desejar a ele muito sucesso e que um público cada vez maior tenha acesso a sua excelente obra.
Se conseguir algumas fotos dos quadros, estarei inserindo para que todos tenham ideia da dimensão deste artista.
NOTÍCIAS DO NICÁCIO
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Querido Grupo, nosso querido Nicácio Roberti e o Max Setenta inscreveram a música CALIGRAFIA no 10. FEMUP e se classificaram em 3. lugar. Parabéns aos dois! Ficamos orgulhosos de vocês!!!! Estão intimados a tocá-la para nós no próximo Café com Poesia ( e Arte)Aqui vai a letra da música:
Caligrafia
Nas curvas soltas e sutis daqui
Dos morros de Minas
Na paisagem ver um pouco além dali
Do tom das neblinas
E nas planícies sob a luz do sol
Na bruma sob os vales alguém
Te ver só passar de longe a sorrir pra mim
E acordar com o balançar do trem
Quero saber se é tarde
Quero tentar não esquecer
De que é preciso muito pouco
Pra ficar junto a você
E o vento em meu cabelo
Me fez lembrar o tempo inteiro
Que eu preciso adormecer
Num sonho verdadeiro
Uma viagem, ao som desse trem eu vi
Um gesto contido
E senti crescer a sua voz aqui
Bem perto do ouvido
Sua caligrafia num papel de pão
Em versos tão modestos
Dizendo que era coisa à toa só pra mim
Então pediu que eu não sorrisse assim
Quero saber se é tarde
Quero tentar não esquecer
De que é preciso muito pouco
Pra ficar junto a você
E o vento em meu cabelo
Me fez lembrar o tempo inteiro
Que eu preciso
Adormecer num sonho pra
Tentar dizer que a minha razão de ser
É a base, é o tom, no tempo veio
Em som pra te encantar
E vou ceder meu caminhar
Meu sol, meu ser
Meu sussurrar só para você
Até meu som findar









