Café com Poesia ( e Arte) – ago/2011
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
NO DIA 06 DE AGOSTO ACONTECEU MAIS UM ENCONTRO DO GRUPO CAFÉ COM POESIA (E ARTE), NO MUSEU DE ARTE MURILO MENDES.
NUMA SALA MENOR, MUITO BONITA E ACONCHEGANTE.
DOIS ACONTECIMENTOS MARCARAM ESTE ENCONTRO.
O PRIMEIRO FOI A ENTREGA DOS LIVROS ARRECADADOS PELO GRUPO PARA O CENTRO SOCIOEDUCATIVO DE JUIZ DE FORA, ENTIDADE VOLTADA AO ATENDIMENTO DE ADOLESCENTES INFRATORES, AOS QUAIS FOI APLICADA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO, EM CONSONÂNCIA COM AS DETERMINAÇÕES DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.
QUEM NOS PROCUROU, E INICIOU O CONTATO COM O GRUPO, FOI BEATRIZ THEODES, UMA DAS PEDAGOGAS DA INSTITIÇÃO, MAS QUEM ESTEVE NA REUNIÃO PARA RECEBER OS LIVROS FOI A PEDAGOGA BRUNA COSTA LIMA MAGALHÃES ( NA FOTO ABAIXO).
COM MUITA DESENVOLTURA E SIMPATIA, BRUNA FALOU SOBRE ESTE TRABALHO MULTIDISCLIPNAR QUE BUSCA PROMOVER A RESPONSABILIZAÇÃO DO ADOLESCENTE POR SEUS ATOS.
O PRINCIPAL OBJETIVO DO CESJF É PROPORCIONAR AO ADOLESCENTE, AUTOR DO ATO INFRACIONAL, A OPORTUNIDADE DE COMPREENDER SUAS ATITUDES, SUA SITUAÇÃO DE PESSOA QUE POSSUI DIREITOS E DEVERES, RE-INSERINDO-O À CONVIVÊNCIA SÓCIOFAMILIAR E COMUNITÁRIA ( O QUE É MUITO DIFÍCIL) NA BUSCA DO EXERCÍCIO DE CIDADANIA.
FIQUEI MUITO FELIZ QUANDO OUVI DA REPRESENTANTE, QUE O FOCO DA INSTITUIÇÃO É A TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO, E QUE PARA TANTO, BUSCAVAM SUBSÍDIOS PARA CONCRETIZAR ESTE EXERCÍCIO – POR ISTO OS LIVROS.
O CENTRO PRETENDE ABRIR UMA BIBLIOTECA QUE PODERÁ POSSIBILITAR A ABERTURA DE NOVOS HORIZONTES PARA ESTES JOVENS.
HOUVE MUITO INTERESSE DOS INTEGRANTES DO GRUPO SOBRE O ASSUNTO, O QUE ESTABELECEU UM DIÁLOGO MUITO BOM.
O FATO É QUE PARA CONSOLIDAR ESTE TRABALHO. O CENTRO SOCIOEDUCATIVO DE JUIZ DE FORA CONTA COM AJUDA SOLIDÁRIA FIRMADA ATRAVÉS DE PARCERIAS QUE POSSAM CONTRIBUIR COM DOAÇÕES DE LIVROS LITERÁRIOS, JOGOS, MATERIAIS DIDÁTICOS, MOBILIÁRIO PARA A BIBLIOTECA E MICRO-COMPUTADORES PARA AS PESQUISAS.
TODOS NÓS OUVIMOS SENSIBILIZADOS AS COLOCAÇÕES DA BRUNA:
E NÓS NOS COMPROMETEMOS A IR VISITAR OS JOVENS NO LOCAL E LEVAR UM POUCO DE LITERATURA, POESIA E MÚSICA.
A CAMPANHA DE DOAÇÃO DE LIVROS CONTINUA E QUEM TIVER LIVROS PARA DOAR PODE ENTRAR EM CONTATO CONOSCO ATRAVÉS DO SITE.
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O SEGUNDO TEMA DO ENCONTRO, A TRAJETÓRIA DE ANGELA NABUCO – NOS PROPORCIONOU MOMENTOS MUITO ESPECIAIS.
ANGELA NABUCO, INTEGRANTE DO GRUPO DESDE SUA PRIMEIRA REUNIÃO EM 2009, É ARTISTA PLÁSTICA, ESCRITORA, MÉDICA, ACADÊMICA DA ACADEMIA JUIZFORANA DE LETRAS, POETA, PERFORMER E UM SER HUMANO MARAVILHOSO.
ABAIXO VEMOS ANGELA NABUCO INCIANDO SUA FALA:
FALANDO DE FORMA MUITO DESCONTRAÍDA E NATURAL SOBRE AS MUDANÇAS QUE TORNARAM A ARTE TÃO SIGNIFICANTE EM SUA VIDA, ANGELA FOI NOS MOSTRANDO UM MUNDO NOVO, SÓ SEU, MAS ACESSÍVEL ATRAVÉS DE SUA ARTE, E DE GRANDE VALOR.
NA PLATÉIA, OLHOS ATENTOS DA FILHA ( A ARTISTA LETÍCIA NABUCO) E DO NETO.
PUDEMOS SENTIR SEU TOTAL ENCANTAMENTO DE EXISTIR E A AGRADECEMOS POR TER PARTILHADO CONOSCO INFORMAÇÕES TÃO PRECIOSAS.
ASSINANDO-SE AGORA COMO THIRAK SARITA, ELA NOS APRESENTOU:
MISSIVA
perdeste-me
porque caminho
para a porta de saída
não mais esperes
de mim que me despeço
sem levar
compromisso
angústia ou crença
da última
(algema doce)
guardo a derradeira reverência
não mais pertenço a tribo ou clã
nem mesmo me possuem
cor ou sexo
cavalgo o imediato
inteira e nua
e salto neste instante de apnéia
thirak sarita
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EXPERIMENTA
pegar todas as tuas lembranças
as mais caras, que te põem no colo
ou envaidecem
as mais tolas ou ridículas
aquelas que te causaram extrema dor
teu nome e sobrenome
e tudo o mais de que és feito
até o dia de hoje
fazer um embrulho caprichado
amarrado com fita de cetim
e em dádiva a qualquer coisa que acredites
jogá-lo ao mar
de preferência em alto mar
no escuro de uma noite
em que a tempestade fizer dele
um gigante furioso
nele respirar o cheiro da morte
e quase náufrago
chorar a dor da grande perda
do que pensavas ser
ou julgavas ter
ao amanhecer, e só então
numa leveza de novidade
serás vivo
e livre
para celebrar quem realmente és
thirak sarita = angela nabuco
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ESPREITA
Recolho-me
ao meu corpo
Indecifrável
arranjo de ossos e de carne
Entro devagar
catando os restos
que ainda sangram
nos entredentes
Em silêncio
Para não despertar
aquela que dorme
dentro de mim
Como se eu fosse outra
Habitasse o meu avesso
e espreitasse
Angela Nabuco
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AS PERGUNTAS FORAM MUITAS. O INTERESSE DOS PARTICIPANTES, MUITO GRANDE.
INFELIZMENTE NÃO PUDEMOS REGISTRAR TUDO, MAS AQUI ESTÃO ALGUMAS FOTOS DESTES MOMENTOS PARA RELEMBRARMOS:
NÃO ESQUECEREMOS ESTA BELÍSISMA CONTRIBUIÇÃO DA NOSSA THIRAK=ANGELA, SEUS OLHOS BRILHANTES E SEU SORRISO ENCANTADOR.
PARA ELA , O CARINHO DO NOSSO ABRAÇO E AS FLORES.

E FOI ASSIM, UM ENCONTRO E TANTO.
Café com Poesia ( e Arte) set/2011
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A terceira parte deste encontro, contou com a apresentação de Leila Barbosa e Marisa Timponi intitulada:
BELMIRO BRAGA – O POETA DA BEIRA DO CAMINHO NOVO, em alusão ao percurso poético de Belmiro Braga, poeta juizforano,
primeiro mestre de Murilo Mendes.
Música: Daltony Nóbrega
Veio habitar outro povo,
Na antiga Minas Gerais
E num sonho que ainda expande
Fez nascer à vargem grande,
Cheia de força e ideais.
Um novo sonho se espraia
Da própria vida cuidar – (bis)
E, no ideal que se afaga,
Escolher Belmiro Braga,
Protetor deste lugar
Café com Poesia ( e Arte) – set/2011
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Depois de Lázara Papandrea foi a vez de Eliana Mora mostrar sua atividade poética.
Os versos leves e enigmátivos de Eliana possuem um brilho especial.
E isto começou desde que era uma menininha louríssima. A mais loura dessa foto é Eliana Mora:
Ao relembrar sua história ela nos diz: ” Muita coisa é deixada para trás no decorrer de nossas vidas; o que acaba tendo muito valor é a memória, e o que nela gravamos de mais importante.”
E falando da infância, diz: ” pai poeta e mãe ‘durona’. [ele me fez de 'gravador'; ela, me botou para decorar poesia]. Ele fazia músicas para todas as pessoas da família e cantores do Rádio.” Então, declamar era algo que Eliana começou a fazer muito bem.
Como cheguei à poesia e ao ouvido ‘afinado’…[LIVRO :”Atenção, Maestro”!]
Abaixo vemos Eliana com Maria Sabina de Albuquerque, Curso Olavo Bilac. [Rio de Janeiro]
A experiência de entrar no meio poético do Rio de Janeiro. de conviver com as recordações de M. Sabina – as ‘Cartas para o Céu”; os saraus e os grandes poetas (QUADROS, LIVROS ETC) ; o método da professora. (UM POEMA bem falado a cada semana]..
Dos 5 aos 17 anos: o palco
o sonho.
Depois, o jornalismo, o rádio a TV, os escritos. A Internet, os grupos do Brasil e de Portugal. A poesia como ponto de referência. As amizades que têm como 'centro' o saber poético.
Já são 12 anos de convivência, exercício, edição e participação em antologias.
Da antolgia Poetrix 2, aqui estão:
SE PUDESSE SER UM LIVRO
Seria um livro de sebo:
muito lido, anotado, tons de sépia.
Letras em rosário - reza pagã.
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FLOR SURREAL
Ó musas de Dali!
en/quadro distorcido
a flor de mim - que perdi.
Mar e jardim (2003) é seu livro de estréia com 152 poemas. O livro em homenagem ao pai. Um de seus poemas:
A entrega, a criação, o amor pela Poesia.
POEMA “Ele nasce de um amor desconhecido”.
Eliana Mora tem seu espaço no enderêço: http://elpoeta.multiply.com
Café com Poesia ( e Arte) – set/2011
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(Museu de Arte Murilo Mendes / UFJF – Juiz de Fora – MG)
( Integrantes do Grupo Café com Poesia ( e Arte)
No MAMM da UFJF, no dia 10 de setembro p.p., aconteceu mais um encontro do Grupo Café com Poesia ( e Arte), e desta vez foram três apresentações interessantíssimas
e uma abertura poética-patriótica, muito especial.
Abrimos o encontro com a declamação do poema BRASILEIRA E MÃE de Dulce Bulcant declamado pela poeta ANGELINA NARDY da Academia Juizforana de Letras
que se fez acompanhar por SUELY RIBEIRO BARRA da Academia de Letras Manchester, que com uma voz de anjo, nos brindou com uma linda canção.
( Angelina Nardy ( de verde) com Suely Barra)
Foi emocionante pois a capacidade de comunicação e memorização de Angelina impressiona e a voz de Suely deu um toque muito especial ao poema apresentado.
Na programação tínhamos: A poesia de Lázara Papandrea; A poesia de Eliana Mora e a Apresentação de Belmiro Braga por Leila Barbosa e Marisa Timponi.
Neste encontro contamos também com a presença da desenhista Elyse Reis de Araújo de Volta Redonda /RJ, aqui ao lado da filha Elaine Quaresma:
Na sequência, convidamos LÁZARA PAPANDREA, para apresentar um pequeno esboço de seu trabalho poético, trabalho este, que toca, burila e transforma quem dele se aproxima.
Mineira de Pouso Alegre, ela agrega esta mineiridade que personifica os escritores das Gerais, trazendo o entorno no olhar que indaga, se camufla, avança, chora e ri. Vejam:
A entrega, a criação, o amor pela Poesia.
POEMA “Ele nasce de um amor desconhecido”.
Eliana Mora tem seu espaço no enderêço: http://elpoeta.multiply.com
Café com Poesia ( e Arte) – set/2011
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(Museu de Arte Murilo Mendes / UFJF – Juiz de Fora – MG)
( Integrantes do Grupo Café com Poesia ( e Arte)
No MAMM da UFJF, no dia 10 de setembro p.p., aconteceu mais um encontro do Grupo Café com Poesia ( e Arte), e desta vez foram três apresentações interessantíssimas
e uma abertura poética-patriótica, muito especial.
Abrimos o encontro com a declamação do poema BRASILEIRA E MÃE de Dulce Bulcant declamado pela poeta ANGELINA NARDY da Academia Juizforana de Letras
que se fez acompanhar por SUELY RIBEIRO BARRA da Academia de Letras Manchester, que com uma voz de anjo, nos brindou com uma linda canção.
( Angelina Nardy ( de verde) com Suely Barra)
Foi emocionante pois a capacidade de comunicação e memorização de Angelina impressiona e a voz de Suely deu um toque muito especial ao poema apresentado.
Na programação tínhamos: A poesia de Lázara Papandrea; A poesia de Eliana Mora e a Apresentação de Belmiro Braga por Leila Barbosa e Marisa Timponi.
Neste encontro contamos também com a presença da desenhista Elyse Reis de Araújo de Volta Redonda /RJ, aqui ao lado da filha Elaine Quaresma:
Na sequência, convidamos LÁZARA PAPANDREA, para apresentar um pequeno esboço de seu trabalho poético, trabalho este, que toca, burila e transforma quem dele se aproxima.
Mineira de Pouso Alegre, ela agrega esta mineiridade que personifica os escritores das Gerais, trazendo o entorno no olhar que indaga, se camufla, avança, chora e ri. Vejam:





















































