ÚLTIMO ENCONTRO DE 2010

ÚLTIMO ENCONTRO DE 2010

Aconteceu no Museu de Arte Murilo Mendes  no dia 04 de dezembro de 2010

cp 02 dez 2010

O palco estava assim, forradinho de recados. Arte do Marcos Marinho para falar conosco sobre o tema do encontro – R E N A S C E R.


Cp 01 - dez 2010

Vocês se lembram dos recados?

Não se admire se um dia, um beija flor invadir a porta da sua casa com frases dizendo assim:
– Faz tempo que eu não te vejo!
- Te mando um monte de beijos.
- Ai, que saudade!

E mais:

Era uma vez um príncipe albanês que aprendeu a falar português por causa de um poeta que viveu às margens de um rio de águas barrentas que passa por uma cidade no interior do Brasil.
E ainda:

Certo dia, já cansado, parou sob uma árvore, deitou, sonhou que estava ali, sob a árvore, descansando e encontrando-se.

Ou então:

Lo que puede el sentimiento no lo hay podido el saber ni el mas puro proceder el mas ancho pensamiento.
Todo lo cambia al momento cual mago condescientente nos aleja dulcemente de rencores y violencias.
Solo el amor con su ciência nos vuelve tan  inocentes.

E tinha mais, muito mais.  Uma seleção e tanto de pensamentos!

cp 29 dez 2010
Querido Grupo e queridos amigos
“Os filósofos explicam
os poetas cantam
os músicos vibram
os cientistas desvendam a marcha inexorável da vida”
e no final estamos apenas
procurando a mesma coisa:
espaço para existir.
É isto o que fazemos aqui, nesta tarde de sol, no encontro do Café com Poesia ( e Arte) que está chegando a sua última reunião do ano.
E o que é o Café com Poesia ( e Arte)?
O Café com Poesia ( e Arte) são vocês que estão aqui conosco e que acreditaram no valor destes encontros.
Então, só tenho a agradecer, agradecer, agradecer.
Este último encontro foi organizado pela nossa querida Ana Másala.  Estive às voltas com o lançamento do Formas Fractais e  tive que confiar a Ana esta tarefa.
Ana, as flores são para você, merecidamente!  Muito obrigada!
cp 03 dez 2010

Iniciamos com um momento musical. Ana  Másala canta para nós acompanhada por Jefferson Moraes do Clube do Choro.

cp 28 dez 2010

Depois Marcos Marinho interpreta a lenda africana  da águia e da galinha apresentada por Leonardo Boff em seu livro – A águia e a galinha.

Aqui estão momentos marcantes desta beleza de performance:

cp 25 dez 2010

cp 07 dez 2010

cp 06 dez 2010

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Um pedacinho da história, só para relembrar:

” Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.

O camponês sorriu e voltou à carga:

- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!

- Não, respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma vez. Amanhã a farei voar…

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.

Nesse momento ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou até confundir-se com o azul do firmamento”

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O ator Marcos  Marinho recebendo da Ana uma lembrança do Grupo. Nossa lembrança é sempre uma caneca, saibam todos.

cp 05 dez 2010

Aplausos, muitos aplausos para você  Marcos Marinho!

Prosseguindo, contamos com a talentosa Andrea Lira acompanhada por

Guilherme Guimarães ao violão e Jefferson Moraes no pandeiro, vejam:

cp 22 dez 2010

cp 23 dez 2010

Abaixo, Lázara Papandrea ao lado de Rogério Tadeu fotografando o encontro.

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Lembramos a todos que o Grupo Café com Poesia ( e Arte) está hoje no TRIBUNA DE MINAS  com foto de alguns integrantes.

Prosseguimos com a apresentação de textos sobre o tema RENASCER apresentados pelos integrantes.

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Rogério Tadeu nos apresentou seu poema – Dias nublados

Num doente estado de loucura
encaderno os planetas
numa aventura egoísta
que chega a desalinhar as esferas.
Assim semeio estrelas perfeitas
em estações impróprias
pranteando as virtudes cegas
de ser forte sem ser luta.
Mexo até sem perceber
com a vida
dos girassóis e das borboletas.
Coloco no corpo de uma semente
a idéia de ser livre
e a crise existencial de uma raiz.
Porém quando vejo o sol
quero num de repente
arrumar tudo.
Chego a invejar os derrotados
mais que os vencedores
porque nunca chegaram
no limite de suas forças
nunca precisaram desistir.
cp31 dez 2010

Nosso abraço ao Rogério que está deixando Juiz de Fora para ir morar na Região dos Lagos.  Boa sorte para ele neste novo recomeço.

cafe com poesia set17

Ana Miranda, que também ganhou flores por ter secretariado tão bem o Grupo durante 2010, apresentou o poema de sua filha, Anna Caroline - Fim e começo:

O que seria mais angustiante
O momento do fim
Ou o estalar de um começo.
O que trará mais medo
O anúncio de que irá acabar
Ou o aviso de que começarei sozinha.
E como é difícil
Lidar com minha insegurança
Quando não sei se diluo o fim
Ou se alimento meu começo.
Só sei que em um ano
Queira eu ou não
Minha vida verá um fim
Para esboçar meu Recomeço.
cp 26 dez 2010

Aqui,  Eliana Mora  nos apresentando seu poema – A criação de um novo eu.

Se não posso acalentar o teu sorriso
se não posso tornar teu meu coração
a massa de moldar de que sou feita
vai aos poucos
bem aos poucos se firmando
e acaba por ficar como a do pão
maleável, saborosa, forte e ebela
para quem sabe enxergar por dentro dela
e tem ainda o poder de imaginar
o que é parte crucial da formação
de um mundo de uma vida
do milagre da transformação
da anistia que se dá ao próprio corpo
da fome, da beleza e da canção.
Isso tudo para estar neste planeta
aprender alguma coisa com o passado
não sentir que até precisa andar de lado
para ser despercebido por alguém.
Sofrer na carne levar socos e ainda se salvar
na verdade [pense bem]
não é de fato somente para o trigo
para nós que já nascemos sem saber nosso destino
ser soado quando a busca é por um gesto de carinho
pode ser mesmo a lição que nos completa.
Pode ser mais: a marca que a nós faltava
de uma vida, de uma estrada
de um caminho.

Abaixo Vera Ribeiro Guedes, com seu poema – De volta à esperança

cp 13 dez 2010

Sonhos a procura da realidade
correm contra o tempo
deixando cair ao vento,
planos de felicidade.
Palavras udas, absurdas,
em um coração de criança,
enfadado, maltratado,
cheio de esperança…
Que a cada ano se renova,
como se fosse parar o tempo,
transformar os sentimentos,
colocar o amor a prova.
E, como um pássaro aprisionado,
sem encontrar uma saída,
roga a Deus que lhe proteja,
não o deixe perder a vida.
Saúde, paz, prosperidade,
dinheiro pra se lambuzar
mas a tal felicidade
não dá aparaalcançar.
É Natal!
Um menino nasceu pobre,
para demonstrar ao mundo,
que muito maior que ser nobre
é ter um amor profundo.

Alguns outros integrantes também se apresentaram,

mas estou sem seus textos:

cp 14 dez 2010

Angelina Nardy da Academia Juizforana de Letras.

cp17 dez2010

Lázara Papandrea do Recanto das Letras.

cp 15 dez 2010

Cecy Campos da Academia Juizforana de Letras.

Abaixo Marisa Timponi apresentando o Poema de Natal do modernista Jorge de Lima ( lindo demais!):

cp 12 dez 2010

Ó Meu Jesus, quando você
ficar assim maiorzinho
venha para darmos um passeio
que eu também gosto das crianças.
Iremos ver as feras mansas
que há no jardim zoológico.
E em qualquer dia feriado
iremos, então, por exemplo,
ver o Cristo Rei Corcovado.
E quem passar
vendo o menino
há de dizer: ali vai o filho
de Nossa Senhora da Conceição!
- Aquele menino que vai ali
( diversos homens logo dirão)
sabe mais coisas que todos nós!
- Bom dia, Jesus! – dirá uma voz.
E outras vozes cochicharão:
- É o belo menino que está no livro
da minha primeira comunhão!
- Como está forte! – Nada mudou!
- Que boa saúde! Que boas cores!
( Dirão adiante outros senhores).
Mas outra gente de aspecto vário
há de dizer ao ver você:
- É o menino do carpinteiro!
E quando voltarmos
pra casa, à noite,
e forem pra o vício os pecadores,
eles sem dúvida me convidarão.
Eu hei de inventar pretextos sutis
pra você me deixar sozinho ir.
Menino Jesus, miserere nobis,
segure com força a minha mão.
cp 30 dez 2010
E Leila Barbosa,  nos  trouxe Murilo Mendes. Eis aqui o Natal de Murilo (quase inteiro):
Meu outro eu angustaiado desloca o curso dos astros, atravessa
[ os espaços de fogo e toca a orla do manto divino.
O ser dos seres envia seu Filho para mim, para
os outros que O
[ pedem e para os que O esquecem.
Uma criança dançando segura uma esfera azul com a cruz:
Vêm adorá-la brancos, pretos, portugueses, turcos, alemãs
[russos, chineses, banhistas, beatas, cachorros e
banda de música.
A presença da criança transmite aos homens uma paz inefável…
Imagens do encontro:
cp 11 dez 2010

cp 19 dez 2010

cp 32 dez 2010

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cp 33 dez 2010

cp 37 dez 2010

cp 36 dez 2010

Foi assim…