ENCONTRO DE NOVEMBRO

O grupo reuniu-se  novamente no dia 06 de novembro de 2010,
no Museu de Arte Murilo Mendes, desta vez  para homenagear
Clarice Lispector e apresentar textos pessoais sobre o tema ENCONTRO.

Logo do café com Poesia

O grupo reuniu-se  novamente no dia 06 de novembro de 2010,

no Museu de Arte Murilo Mendes, desta vez  para homenagear

Clarice Lispector

e apresentar textos pessoais sobre o tema ENCONTRO.

Clarice Lispector1

Agradecendo a presença de todos, abri com prazer este encontro.

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A tarde era fria e chuvosa e uma árvore enorme nos oferecia suas flores

amarelas pelas janelas do auditório. Uma tarde ideal para pensar,

saborear e viver o talento literário de Clarice Lispector.

Conosco neste encontro, o poeta Jorge Luiz da Silva Alves ( Rio de Janeiro)

e o casal  de escritores Maria Helena e Wanderley Luiz de Oliveira.

Ele, presidente da Associação de Cultura Luso-brasileira.

Este encontro contou também com a participação especial

do músico Guilherme José Guimarães que abrilhantou os momentos musicais

juntamente com José  Renato, acompanhando ao violão  a poetisa  Ana Másala.

Ana apresentou  a música ” Encontros e despedidas”. Vejam:

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A seguir passamos um vídeo da Umbrella Art com pensamentos

de Clarice Lispector  para aquecer as turbinas.

Abaixo o pessoal assistindo.

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E depois, uma aula!

Após a apresentação da crítica sobre o traço intimista do estilo clariceano -

com foco nos contos “Feliz Aniversário” e “Uma galinha”, de Laços de

Família – contida no volume 3, da Coleção Mais Português, língua e

literatura, para o ensino médio, da  Editora Escala Educacional, p. 295-7,

do qual Leila Barbosa e Marisa Timponi são coautoras, junto com uma

equipe de seis autores de Juiz de Fora, incluindo Cláudia Miranda,

Andréia Garcia, Margareth Brandão e Tiago Torrent.

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Após a leitura de um poema de sua

autoria, Leila Barbosa leu trechos do livro A paixão segundo G.H.,

destacando a relação de “ser sincera”, a verdade como pretexto para mentir e

ainda a conclusão reflexiva sobre a vida (“…a vida se me é. A vida se me é, e

eu não entendo o que digo. E então adoro.”).

Marisa Timponi.

Marisa  leu poemas de sua criação, inspirados e em homenagem

a Clarice Lispector:

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INSEGURANÇA

Marisa Timponi

Ameaças explodem no ar,

Dossiês são criados/comprados,

Fontes se revelam.

Líderes cautelosos,

Prometem cumprir tratados,

Aguardam vencer tensões.

Encontros e desencontros na esquina,

À beira do antiuniverso debruçado,

Carros se chocam,

Baratas expõem suas essências,

Na paixão do existir,

Do dia a dia indefinido.

E aí sou: se me é, sendo.

“ Perder-se também é caminho”(C.L.)

Marisa Timponi, em 06/11/2010

E ainda:

APESAR DE…

(Epitáfio de minha Lápide)

Registrada na vida,

Tenho a ficha da felicidade,

Para entrada no reino do encantamento…

Leila Barbosa também apresentou um lindo poema de inspiração clariceana:

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POEMA
Leila Barbosa

Dentro de mim existe um mundo não revelado.
Dentro de mim, em essência, amalgamadas
existem potências criadoras e desilusões amargas
recordações felizes e memórias tormentosas
prospectivas possíveis e esperanças fugazes…
Encerro falsas alegrias, verdadeiras tristezas,
escondo o impossível das possibilidades possíveis
sou a síntese das oposições, incoerente
na coerência lógica, racional do ser humano.
Quero deixar no mundo a marca da passagem
de toda minha passageira complexidade,
fazer ouvir a voz da liberdade
que inutilmente ecoa
que debilmente grita.
Espero, talvez em vão, pelo momento do parto…
Aguardo inutilmente a vinda de um mágico…
Eu sou um poema em busca de um poeta…
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Depois foi a vez de Ana Miranda e ela nos apresentou este pensamento de Clarice :
” Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.”
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E o poema:
O SONHO
Clarice Lispector
Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas masi felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.
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Depois foi a minha vez de falar sobre Clarice
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e escolhi dizer alguma coisa sobre o livro
UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES.
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Li e reli várias vezes este excelente livro de Clarice. Achei o título inadequado.
” Uma aprendizagem” até poderia ser, na falta de um título melhor,
mas ” ou o livro dos prazeres” destoava do que vinha a ser prazer
na época em que foi escrito (1969). Prazer era algo menos comprometido
com a descoberta do ser, era algo mais superficial e não tinha a ver
com a abordagem do livro, pensava.
Achei que um título adequado poderia ter
sido (DES) ENCONTRO mas hoje acho este título longo e estranho,
muito contemporâneo justamente porque
o encontro de dois pessoas inteiras
é um prazer indizível e uma grande aprendizagem.
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Clarice é  sem dúvida, a grande mestre dos diálogos intimistas.
Neste livro ela traz significados profundos para a arte de ser e existir.
É um livro rico também no que se refere aos conteúdos do universo feminino.
Falando sobre este livro a autora nos diz:
Este livro se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar.
Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escreve-lo.
Eu sou mais forte do que eu.
( Clarice Lispector sobre “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”)

Trata-se da história de um possível encontrO ( envolvimento, romance)
entre uma mulher chamada Lóri e um filósofo chamado Ulisses. Lóri,
a protagonista de história, era uma mulher que “NÃO ERA”, “NÃO SE SABIA”.
Tanto que há um momento, logo no início do livro, que ela se pergunta:
SER É UMA DOR?
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Ulisses percebe a personalidade histérica de Lóri. Lóri vive na superfície das coisas,
faz do encontro algo ideal, imaginário,  impossível, completamente “over”.
Ele se propõe a ajudá-la a se descobrir e se nega terminantemente a  se envolver
fisicamente com ela antes que ela se descobrisse como ser humano
e tivesse condições de amar plenamente.
Ao encontrar Ulisses, Lóri está completamente perdida de si, vejam suas falas:
- FAZ DE CONTA QUE A INFÂNCIA ERA HOJE;
- FAZ DE CONTA QUE AMAVA E ERA AMADA;
- PROTEÇÃO SERIA PRESENÇA?
- COMO LIGAR O HOMEM (aquilo que realmente está dentro do ser) Á TERRA ( ao que vivemos no cotidiano)?
Idealizando e idealizando, Lóri fica na condição de manca, como  coloca Clarice no romance:
“Não há senão faltas e ausências; O nada era quente; Não chove, não chove, não existe menstruação.”
O que Lóri aprende com Ulisses:
-Não se deve cortar a dor;
-Que se deve amar apesar de…
– Que se deve viver apesar de… -
Que o maior obstáculo era ela mesma.
APRENDIZAGEM PARA TODOS NÓS:
“Não temos amado acima de todas as coisas.
Por não termos um ao outro, temos amontoado coisas e segurança.
Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada.
Temos construído catedrais e ficado do lado de fora.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a vida possível.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Não nos temos entregues a nós mesmos pois
isto seria o começo de uma vida larga e nós a tememos”.
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Eliana Mora leu um texto do  mesmo romance UMA APENDIZAGEM…
destacado por Ana Másala para o encontro:
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” Alivia a minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha,
faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade
já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar é não morrer,
que a entrega de si mesmo não significa a morte, faze com que eu sinta
uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais,
porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta,
faze com que me lembre de que também não há explicação porque um
filho quer o beijo de sua mãe e no entanto ele quer e no entanto
o beijo é perfeito, faze com que eu receba o mundo sem receio, pois
para esse mundo incompreensível eu fui criada e eu mesma também
incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do
mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto
quisermos entendê-la, abençoa-me para eu viva com alegria o pão que eu como,
o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade por mim mesma, pois senão
não poderei sentir que Deus me amou, faze com que eu perca o pudor de
desejar que na hora de minha morte haja uma mão humana amada para apertar a minha, amém.”~
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A seguir tivemos mais um momento musical e desta vez,
Ana Másala cantou para o grupo
- O que tinha de ser – vejam:
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Aqui,  encerramos Clarice Lispector e abrimos para os textos pessoais.
Layara foi a primeira a apresentar um texto muito interessante sobre o tema ENCONTRO que ela chamou de ESTRANHA SIMBIOSE.
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ESTRANHA SIMBIOSE
Layara
… Eu não queria a palavra… Mas, mesmo assim, ela continuava ali, incansável, esperando uma brecha. Atravessava a madrugada encostada a um tênue silêncio espreitando a hora e a vez de “ser”. Ela não se sabia sem “ser”. Eu não me sabia sem ela. Todavia, encontrava-me em tempo de reclusão, de não me saber mesmo, pelo menos não da forma que eu sempre insistira. Ela me desesperava frente à minha mórbida e improvável compaixão e de palavra fazia-se quase grito…
Eu me fazia quase surda. Quase, porque era impossível ignorá-la completamente.Havia resolvido, (mal resolvido, é verdade) a procurar a alegria longe dela, quem sabe na chuva ou na discreta carícia de um vento morno, isso antes de descobrir que nem a chuva , nem o vento eram constantes, e, àquela altura da vida, eu compreendia, talvez errado, mas compreendia que ser feliz e ter constância eram condições inseparáveis.
Acredito que me encontrava enjoada de ser pega desprevenida por uma palavra que me levava a outras e outras e mais outras como num cordão que se estica, se estica, até não ter mais fim. Era a primeira vez que eu resolvera me apartar, só não imaginei que ela ficasse ali  precisada de mim enquanto eu fingia que me podia sem ela. Doía. Entretanto, o esforço de não a querer era maior que a dor: era precisão.
Pensei em lhe ofertar uma miosótica flor e pedir que esperasse. Porém, naquele instante eu não tinha nenhuma vontade de desencandear jatos e mais jatos de pensamentos, que me levariam inevitavelmente a ela e preferi não iludi-la com um ato que nem era da minha natureza e a minha natureza era uma natureza descabida.
Talvez ,se tivesse fome, pudesse degustá-la, quem sabe assim ela se aquietasse meio fada  dentro de mim. No vasto dentro que eu não me sabia, no desconhecido, e não mais causasse o desconforto da exigência na incansável tentativa de ser.
Andava eu exausta da nossa estranha simbiótica relação. Ela, meio que sem modos, me pegava em qualquer lugar e exigia mais do eu podia . Queria o âmago.  Ia às vísceras de mim e bicava tudo como um abutre faminto. Depois só desolação. Vazio e mais vazio. Um longo período de lassidão. Um desgovernamento sem fim… e era o que me matava: esse largo abandono, esse profundo desinteresse meu, pelo entorno de mim. Ela me sugava e era livre. Eu, sangrava…
No início sei que me tomava pelo impulso porque me sabia jovem.Com o passar dos anos foi mudando a estratégia e agora, como me conhecia vulnerável pelo cansaço, não arredava pé.
Só que havia em mim uma discreta metamorfose, uma mudança da qual ela ainda não se dera conta, Quando compreendesse, certamente mudaria a estratégia. Assim, o instante era a minha única chance. Adormeci constatando a sua não desistência. A guerra era silenciosa e árdua…
Ela não desconfiava da busca de um tempo-lugar onde ela ainda não “era” e eu já me constituía. E este era o princípio-possibilidade que eu vinha perseguindo. Precisava me conhecer sem interferências, no primitivo,na ante-vida, lá onde nasce a flor que alonga o mundo sem saber que o mundo não é alongável, para que depois, e só depois, pudéssemos ser equilíbrio.
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Jorge Luiz da Silva Alves, tirou este belo texto da cartola,  depois de insistentes convites:
Jorge Luiz da Silva Alves 120
Mesotrinário( ou meio de mês)
Jorge Luiz da Silva Alves
Perdido no vazio dos dias que me restam até que as bênçãos da liquidez cristianizem meu pagânico penar, divirto-me com Clarice: esta, julgando-se especialista na difícil arte de aniquilar legiões de baratas e, por tabela, as deambulações de Kafka; e eu, achando-me piloto da RAF no combate a impiedosos Junkers Aediis, em rasantes soturnos, ao som de Wagner no canal de vídeo da Sky. Abençôo as mestras – a de hoje, pelo presente em forma de dissertação; e a de sempre, por mostrar possibilidades dentro de estépicos momentos, vida dentro de vida, morte aflorando das mortes, maravilhas inauditas no esmiuçar do óbvio.
Emoções mesotrinárias vêm-nos, apenas, sob cebolas cortadas…
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Cecy apresentou também um dos seus poemas:
SUPERAÇÃO
Cecy  Barbosa Campos
Não chorei na sua partida.
Como chorar se você só me ensinou a rir?
Como chorar se aprendi, com você,
a não sofrer por aquilo
que não posso resolver?
Como chorar se as suas lembranças
vêm cheias de alegria?
Como chorar se o nosso reencontro
será comemorado com festa, em grande gala,
depois da separação transitória?
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Eliana Mora, apresentou seu poema:
QUASE FOME DE VIDA E DE FINAL
Eliana Mora
Medito.
palavras que inundam minha mente
vestem de flor o meu sudário
[e canto
ainda que o desejo de final
rasgue por inteiro os sonhos de sonhar
lanhe qual verdade minha pele branca
traga de novo desejos
que não vou concretizar
medito;
e as palavras vão crescendo de sentido
navalhas ocas a podar destino para mim que canso,
canso tanto de tentar
os céus desses meus dias são desertos de lírios e luar
a fome continua; e minhas sedes
[uns poucos dias meus a vislumbrar
arrastam-se quase em paralelo
às fontes
como para estar ali : sempre um oásis
a guardar.
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Ainda tivemos a participação especial de Maria Helena
e Wanderley Luiz de Oliveira apresentando os seguintes poemas:
ENCONTRO NA GLÓRIA
Wanderley Luiz de Oliveira
Inquietou-se minh’alma
ao vê-la a leves passos,
caminhar no pátio
daquele bucólico Santuário
no outeiro da Glória.
Impressionou-me, sobremaneira,
sua oriental beleza,
seu expressivo olhar,
sua ímpar sensibilidade.
Cabelos negros,
exótico rosto,
nobre alma de artista.
Iluminou com seu brilho,
com a sua presença,
Príncipes e Princesas
E, também, o meu coração.
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A NATUREZA CHORA
Maria Helena de Oliveira
A natureza chora,
com toda sua sensibilidade,
como uma criança
perdida, faminta.
A natureza chora,
com o coração ferido,
sofrida pelo abandono
do homem insensível.
A natureza chora,
como mãe que é,
pela frieza dos filhos
que não zelam por ela.
A natureza chora,
pela mão brutal do homem
que, sem nenhum respeito, a transforma
numa imensa selva de pedras.
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Nosso querido  Robson declamou um emocionante  poema de  Patativa do Assaré
e na foto abaixo, vemos Ana Miranda, Layara e Robson.
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Na seguinte, Marisa Timponi  com uma amiga, Cecy e Wanderley de Oiveira.
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Para finalizar, Guilherme nos brindou com um solo de viola. Coisa mais linda!
E FICAMOS AQUI ATÉ  O PRÓXIMO ENCONTRO, PROGRAMADO PARA O DIA 04 DE DEZEMBRO, ONDE  SERÃO EXIBIDAS PERFORMANCES DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E LITERÁRIA DOS INTEGRANTES DO GRUPO.