LEILA BARBOSA – ENTREVISTA DO JORNAL “PALCO”

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( O jornal “PALCO”  editado pela Pró-reitoria de Cultura e o Cine Teatro Central da UFJF, entrevistou a nossa querida Leila Barbosa. A entrevista foi publicada no n. 13,  edição de dezembro de 2009.  Transcrevemos aqui esta  entrevista para os integrantes do café com Poesia ( e Arte)

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A escritora Leila Barbosa é especialista em literatura juiz-forana. Pesquisadora do projeto ” História literária de Juiz de Fora”, publicou diversos textos sobre o tema em revistas e jornais da cidade e escreveu os livros  A  trama poética de Murilo Mendes, Letras da Cidade, e Cristo Redemptor – todos em parceria com a amiga e também pesquisadora, Marisa Timponi. No dia 15, às 19h, Leila lançou, no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), o álbum de arte Ismael Nery e Murilo Mendes: reflexos, mais uma publicação feita em parceria com Marisa.

- Como foi o processo de produção do livro?

O livro é resultado de uma minuciosa pesquisa que fizemos sobre todos os textos que Murilo  escreveu a respeito do amigo, Ismael, e sobre o que ele pensava de Murilo. Em buscas feitas na Biblioteca Nacional, em bibliotecas de seminários e igrejas e em alguns acervos particulares, conseguimos obter textos de jornais e revistas do começo do século XX, com artigos de Murilo sobre Ismael. Também convidamos estudiosos de Murilo e Ismael para compor o livro. O trabalho todo durou cerca de três anos.

- Como começou a amizade entre Murilo Mendes e Ismael Nery?

A amizade começou quando Murilo Mendes foi para o Rio de Janeiro trabalhar como arquivista na Diretoria do patrimônio Nacional, no Ministério da fazenda. Lá conheceu Osmael nery, tornando-se seu grande amigo. A amizade durou de q921 a 1934, quando Ismael morreu. Entretanto, Murilo continuou escrevendo sobre o amigo, numa demonstração de admiração e gratidão para com o grande pintor, filósofo e teólogo que foi Nery.

- Como você avalia a atual produção literária na cidade?

A criação literária juiz-forana anda bem produtiva, pois, além dos inúmeros lançamentos ocorridos ultimamente, tenho visto o aparecimento de muitos autores, como José Augusto Fonseca, renato Dias e vários outros apoiados pela Lei Murilo Mendes de incentivo à cultura.

- A cultura em Juiz de Fora apresenta uma identidade própria?

Acredito que Juiz de Fora é uma cidade que, apesar de sua descaracterização – não totalmente mineira, por absorver influência carioca, não totalmente carioca, por guardar princípios mineiros – sempre primou por sua tendência cultural marcante, por sua sedução pelas humanidades. Não é à toa que Artur Azevedo chamou-a de “Atenas Mineira”.

- A cidade é historicamente conhecida por sua efervescência cultural. Que fatores propiciaram essa realidade?

Para buscarmos as causas da efervescência cultural juiz-forana, necessitamos percorrer sua história, quando verificamos que nossa cidade, desde suas origens vocacionada para a cultura, destaca-se no cenário nacional e internacional pelas variadas manifestações artísticas. Sua literatura, entre outros recortes, pode definir-se pela figuração da cidade: um microcosmo que projeta o urbano para o macrocosmo. Os textos de seus escritores resgatam Juiz de Fora não apenas como um cenário, mas ainda como uma personagem que atua em muitas narrativas, ou como presença marcante em muitos poemas, desenhando uma cartografia urbana, compondo mesmo um verdadeiro mosaico.

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O álbum Ismael Nery e Murilo Mendes: reflexos de autoria de Leila Barbosa e Marisa Timponi está a venda nas principais livrarias da cidade. Trata-se de uma obra muito importante para o entendimento destes dois artistas.

3 Responses to “LEILA BARBOSA – ENTREVISTA DO JORNAL “PALCO””

  1. Ana Másala Says:
    fevereiro 21st, 2010 at 0:55

    Uma verdadeira obra de arte! Edição primorosa!
    Beijos para Leila e Marisa

  2. Ana Miranda Says:
    fevereiro 22nd, 2010 at 10:17

    É imensamente prazeroso ler “Ismael Nery e Murilo mendes Reflexos”.
    Sabe que fica no ar uma pergunta: Quando Leila e Marisa farão: “Leila Barbosa e Marisa Timponi Reflexos”?
    Aguardamos. Com ansiedade.

  3. Maria Helena Sleutjes Says:
    fevereiro 22nd, 2010 at 17:09

    Adorei a sugestão da Ana Miranda. É verdade, esta dupla tem uma história, não é? Vamos perguntar a elas, ao vivo e a cores, no nosso próximo Café com Poesia, e também quero levar o livro para este encontro para que vocês possam ver como ficou bem editado, etc….
    Bjos

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