Resposta de Vera Guedes ao – Carta, então?
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria

Juiz de Fora, 07/11/2009
Minha querida amiga,
Como vai? E a família?
Aqui, estamos todos bem, graças a Deus.
Com toda esta pretensa intimidade, inicio a minha resposta ao teu chamado.
E, “para não perder a possibilidade do encontro”, refugio-me nas palavras que coloco a tua frente, para que, através delas, eu possa transmitir minha sensibilidade e toda a minha emoção.
Ler-te foi ouvir tua voz pausada e doce revelando-te em cada frase.
Não sei se terei a sonoridade dos pássaros para responder-te como bem merece teu apelo, porém, respondo-te com o amor de quem vivencia o primeiro encontro. E, neste encontro, peço-te o favor de não reter a Maria Helena, pois, quero sempre que me escrevas.
Tuas palavras, soam como a brisa que suavemente toca as pétalas das rosas do meu jardim; aquelas que fazem meu abrigo e cujos espinhos transformo em cercadinho, para que somente os amigos, como você, possam entrar. Lembra-te?
Tuas palavras são belas! E, toda beleza é sinônimo de amor. Conhecemos o belo quando somos capazes de amar! E tu és!
Quanto ao tempo, este, realmente, corre como um trem desgovernado, mas, se o destino é a felicidade, não importa a alvura dos nossos cabelos. Ser jovem é ter o coração feliz! E tu o tens! Teu coração flori a cada primavera e transborda um perfume mágico que transcende a eternidade.
A distância não te separa de mim; pelo contrário, a saudade é remédio eficaz para a manutenção do amor que renasce mais forte a cada encontro.
Por isso, não quis envia-te um E-mail, tantas vezes impessoal e abreviado. preferi responder-te nestas mal-traçadas linhas.
E se me perguntas: – Carta, então?
Respondo-te: Porque não?
Receba meus parabéns e um grande beijo!
Com todo o meu carinho e admiração
Vera Ribeiro Guedes