Segundo encontro…

Foi assim… Quando vimos, estávamos olhando muito além de nossos olhos. A Claudia veio de São Paulo de braços dados com Freud e nos trouxe esta jóia:

BRINCAR E POETAR NO CAFÉ DE HELENA,

MENINA BONITA QUE ESCREVE POEMA…

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As crianças não cansam de brincar! Brincando fantasiam e inventam um mundo próprio, onde todas as coisas são reajustadas da forma que as agradem. As crianças levam suas brincadeiras muito à sério, investem nelas uma grande carga de emoção… Ao crescer as pessoas param de brincar e parecem renunciar ao prazer que sentiam com as brincadeiras. Nada é tão difícil para o homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou. Nunca renunciamos a nada, apenas trocamos uma coisa pela outra. A criança quando deixa de brincar só abdica do elo com os objetos reais e passa a fantasiar. O poeta faz o mesmo que a criança que brinca, cria um mundo de fantasias… ” constroi castelos no ar e cria o que chamamos de devaneios”. (Freud)

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O brincar da criança é determinado pelo desejo de ser grande… As forças motivadoras da fantasia são os desejos não satisfeitos. Fantasiar é realizar um desejo, uma maneira de corrigir a realidade insatisfatória [...] O poeta pode ser comparado ao sonhador em plena luz do dia. A obra de um poeta traz em si conteúdos de uma outra cena…

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Uma poderosa experiência no presente desperta no escritor criativo uma lembrança de uma experiência anterior, geralmente de sua infância – da qual se originou então um desejo, que encontra realização na obra criativa. Talvez possamos pensar que, a obra de um escritor criativo seja uma continuação, um substituto do que foi o brincar infantil. En(Fim)… “Como um gato deitado na janela, fecho meus olhos e espio.” (Claudia Freire Lima).

Foi emocionante!

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Então, Eduardo Rabelo e Ana Másala sugeriram que antes do debate sobre o filme O LEITOR, cada um falasse sobre seu processo criativo. Para quê ? Vocês nem podem imaginar… Pena que não deu para gravar e reproduzir todas estas falas mas reproduzo uma delas, a da Cris Guadelupe, que nos marcou bastante. Ela disse: ” Crio para preencher o vazio… porque a realidade é mais vazia do que este vazio que me faz criar”.

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Marisa Timponi, escreveu um poema durante o encontro, vejam que coisa mais querida:

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Café com poesia

[ Para Maria Helena e nós]

No exercício da escuta

o prazer da palavra:

haicai de automatismo sem verbo.

Sinais pesados,

a prosa longa,

dos grande relatos,

no profundo das ausências.

Borboletas aladas,

em pares de olhos,

acompanham gestos,

cintinlam cores,

passando a limpo

a arte de viver.

Criam-se histórias? …

[ Marisa Timponi - JF - Encontro de julho]

Samanta não segurou o coração e aquele rio de aguas cristalinas transbordou em todos nós:

O DIALOGO COM UMA CRIANÇA

- ” Sabe aquela casa…?

- Hummm.

- Aquela casa de janela verde???

- Hummm.

- Que fica do lado da casa branca…?

- Hummm.

- Não é essa casa, não!!”

Elizabeth Saqueto esteve presente com Bandeira por antecipação e na reunião mandou os antúrios, vermelhos de sedução, com um pensamento de Drummond:

” Não há tempo consumido

nem tempo, a economizar

o tempo é de todo vestido

de amor e tempo de amar [...]

São mitos do calendário

tanto o ontem como o agora,

e o teu aniversário

é um nascer a toda hora. “

Sentimos falta da Leila Barbosa com seu eterno sorriso e da Angela Nabuco para nos contar sobre o Antônio. A Glória chegou pronta para viajar mas já nos tinha enviado aquela ” A broa”, incomparável.

Eduardo e Ana, munidos de torta de nozes e chocolate, comandaram o debate sobre o filme O LEITOR. Nossa… Que máximo!!! Um filme questionador, comovente… Mergulhamos nele com sede e vontade de descobrir os mistérios de seus personagens.

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Vera trouxe suas rosas coloridas, delicadas e graciosas e ainda nos disse poeticamente – SIMPLESMENTE ROSAS… Vejam só:

Tudo o que eu queria

era estar, agora,

em um jardim de rosas.

Rosas vermelhas, brancas,

amarelas.

Qualquer uma delas,

simplesmente rosas…

De suas pétalas, faria um

abrigo,

onde eu iria morar;

de seus espinhos, um cercadinho,

para que ninguém pudesse entar.

Somente vocês, meus amigos,

eu iria convidar;

para juntos, com café e

poesia

este momento brindar.

[ Vera Lúcia Ribeiro Guedes]

Ainda, saibam todos, comemoramos meu aniversário!!

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AH! QUE CAFÉ GOSTOSO!! FOI ASSIM… LINDO!

One Response to “Segundo encontro…”

  1. Vera Ribeiro Guedes Says:
    agosto 3rd, 2009 at 20:43

    O site está maravilhoso. Parabéns a nossa mascote!

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