Segundo encontro…
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Foi assim… Quando vimos, estávamos olhando muito além de nossos olhos. A Claudia veio de São Paulo de braços dados com Freud e nos trouxe esta jóia:
BRINCAR E POETAR NO CAFÉ DE HELENA,
MENINA BONITA QUE ESCREVE POEMA…

As crianças não cansam de brincar! Brincando fantasiam e inventam um mundo próprio, onde todas as coisas são reajustadas da forma que as agradem. As crianças levam suas brincadeiras muito à sério, investem nelas uma grande carga de emoção… Ao crescer as pessoas param de brincar e parecem renunciar ao prazer que sentiam com as brincadeiras. Nada é tão difícil para o homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou. Nunca renunciamos a nada, apenas trocamos uma coisa pela outra. A criança quando deixa de brincar só abdica do elo com os objetos reais e passa a fantasiar. O poeta faz o mesmo que a criança que brinca, cria um mundo de fantasias… ” constroi castelos no ar e cria o que chamamos de devaneios”. (Freud)

O brincar da criança é determinado pelo desejo de ser grande… As forças motivadoras da fantasia são os desejos não satisfeitos. Fantasiar é realizar um desejo, uma maneira de corrigir a realidade insatisfatória [...] O poeta pode ser comparado ao sonhador em plena luz do dia. A obra de um poeta traz em si conteúdos de uma outra cena…

Uma poderosa experiência no presente desperta no escritor criativo uma lembrança de uma experiência anterior, geralmente de sua infância – da qual se originou então um desejo, que encontra realização na obra criativa. Talvez possamos pensar que, a obra de um escritor criativo seja uma continuação, um substituto do que foi o brincar infantil. En(Fim)… “Como um gato deitado na janela, fecho meus olhos e espio.” (Claudia Freire Lima).
Foi emocionante!

Então, Eduardo Rabelo e Ana Másala sugeriram que antes do debate sobre o filme O LEITOR, cada um falasse sobre seu processo criativo. Para quê ? Vocês nem podem imaginar… Pena que não deu para gravar e reproduzir todas estas falas mas reproduzo uma delas, a da Cris Guadelupe, que nos marcou bastante. Ela disse: ” Crio para preencher o vazio… porque a realidade é mais vazia do que este vazio que me faz criar”.

Marisa Timponi, escreveu um poema durante o encontro, vejam que coisa mais querida:

Café com poesia
[ Para Maria Helena e nós]
No exercício da escuta
o prazer da palavra:
haicai de automatismo sem verbo.
Sinais pesados,
a prosa longa,
dos grande relatos,
no profundo das ausências.
Borboletas aladas,
em pares de olhos,
acompanham gestos,
cintinlam cores,
passando a limpo
a arte de viver.
Criam-se histórias? …
[ Marisa Timponi - JF - Encontro de julho]
Samanta não segurou o coração e aquele rio de aguas cristalinas transbordou em todos nós:
O DIALOGO COM UMA CRIANÇA
- ” Sabe aquela casa…?
- Hummm.
- Aquela casa de janela verde???
- Hummm.
- Que fica do lado da casa branca…?
- Hummm.
- Não é essa casa, não!!”
Elizabeth Saqueto esteve presente com Bandeira por antecipação e na reunião mandou os antúrios, vermelhos de sedução, com um pensamento de Drummond:
” Não há tempo consumido
nem tempo, a economizar
o tempo é de todo vestido
de amor e tempo de amar [...]
São mitos do calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora. “
Sentimos falta da Leila Barbosa com seu eterno sorriso e da Angela Nabuco para nos contar sobre o Antônio. A Glória chegou pronta para viajar mas já nos tinha enviado aquela ” A broa”, incomparável.
Eduardo e Ana, munidos de torta de nozes e chocolate, comandaram o debate sobre o filme O LEITOR. Nossa… Que máximo!!! Um filme questionador, comovente… Mergulhamos nele com sede e vontade de descobrir os mistérios de seus personagens.

Vera trouxe suas rosas coloridas, delicadas e graciosas e ainda nos disse poeticamente – SIMPLESMENTE ROSAS… Vejam só:
Tudo o que eu queria
era estar, agora,
em um jardim de rosas.
Rosas vermelhas, brancas,
amarelas.
Qualquer uma delas,
simplesmente rosas…
De suas pétalas, faria um
abrigo,
onde eu iria morar;
de seus espinhos, um cercadinho,
para que ninguém pudesse entar.
Somente vocês, meus amigos,
eu iria convidar;
para juntos, com café e
poesia
este momento brindar.
[ Vera Lúcia Ribeiro Guedes]
Ainda, saibam todos, comemoramos meu aniversário!!

AH! QUE CAFÉ GOSTOSO!! FOI ASSIM… LINDO!
One Response to “Segundo encontro…”
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Vera Ribeiro Guedes Says:
agosto 3rd, 2009 at 20:43O site está maravilhoso. Parabéns a nossa mascote!