Nossa Glória Barroso em destaque!
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
NOSSA GLÓRIA BARROSO EM DESTAQUE !
Abaixo a notícia do Jornal Atual sobre a Mostra dos trabalhos de Glória Barroso no Casarão de Piacatuba – Cataguases/Leopoldina – MG.
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No texto acima, o jornalista Antonio Trajano Vieira Cortez, diz:
Criar não é imaginação, é correr grande risco de se ter a realidade. A constatção de Clarice Lispector é oportuna para encontrarmos um fio condutor que nos permita percorrer a obra de Glória Barroso. E a realidade de Glória é construída através de sonhos, de reminiscências, de memórias, de reentrâncias, de interiores.
Memórias e interiores são temas recorrentes de suas pinturas, que pousam delicadamente em telas tingidas de cores suaves, por vezes levemente esmaecidas, mas sempre de grande força pictórica. Não raro a pintura ultrapassa os limites da tela, atingindo as molduras e as paredes…
O EVENTO SE INICIA NO DIA 29 DE JULHO.
PARABÉNS, GLÓRIA!
RECEBA O ABRAÇO E VOTOS DE MUITO SUCESSO DO (seu) GRUPO – CAFÉ COM POESIA ( E ARTE)!
Segundo encontro…
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Foi assim… Quando vimos, estávamos olhando muito além de nossos olhos. A Claudia veio de São Paulo de braços dados com Freud e nos trouxe esta jóia:
BRINCAR E POETAR NO CAFÉ DE HELENA,
MENINA BONITA QUE ESCREVE POEMA…

As crianças não cansam de brincar! Brincando fantasiam e inventam um mundo próprio, onde todas as coisas são reajustadas da forma que as agradem. As crianças levam suas brincadeiras muito à sério, investem nelas uma grande carga de emoção… Ao crescer as pessoas param de brincar e parecem renunciar ao prazer que sentiam com as brincadeiras. Nada é tão difícil para o homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou. Nunca renunciamos a nada, apenas trocamos uma coisa pela outra. A criança quando deixa de brincar só abdica do elo com os objetos reais e passa a fantasiar. O poeta faz o mesmo que a criança que brinca, cria um mundo de fantasias… ” constroi castelos no ar e cria o que chamamos de devaneios”. (Freud)

O brincar da criança é determinado pelo desejo de ser grande… As forças motivadoras da fantasia são os desejos não satisfeitos. Fantasiar é realizar um desejo, uma maneira de corrigir a realidade insatisfatória [...] O poeta pode ser comparado ao sonhador em plena luz do dia. A obra de um poeta traz em si conteúdos de uma outra cena…

Uma poderosa experiência no presente desperta no escritor criativo uma lembrança de uma experiência anterior, geralmente de sua infância – da qual se originou então um desejo, que encontra realização na obra criativa. Talvez possamos pensar que, a obra de um escritor criativo seja uma continuação, um substituto do que foi o brincar infantil. En(Fim)… “Como um gato deitado na janela, fecho meus olhos e espio.” (Claudia Freire Lima).
Foi emocionante!

Então, Eduardo Rabelo e Ana Másala sugeriram que antes do debate sobre o filme O LEITOR, cada um falasse sobre seu processo criativo. Para quê ? Vocês nem podem imaginar… Pena que não deu para gravar e reproduzir todas estas falas mas reproduzo uma delas, a da Cris Guadelupe, que nos marcou bastante. Ela disse: ” Crio para preencher o vazio… porque a realidade é mais vazia do que este vazio que me faz criar”.

Marisa Timponi, escreveu um poema durante o encontro, vejam que coisa mais querida:

Café com poesia
[ Para Maria Helena e nós]
No exercício da escuta
o prazer da palavra:
haicai de automatismo sem verbo.
Sinais pesados,
a prosa longa,
dos grande relatos,
no profundo das ausências.
Borboletas aladas,
em pares de olhos,
acompanham gestos,
cintinlam cores,
passando a limpo
a arte de viver.
Criam-se histórias? …
[ Marisa Timponi - JF - Encontro de julho]
Samanta não segurou o coração e aquele rio de aguas cristalinas transbordou em todos nós:
O DIALOGO COM UMA CRIANÇA
- ” Sabe aquela casa…?
- Hummm.
- Aquela casa de janela verde???
- Hummm.
- Que fica do lado da casa branca…?
- Hummm.
- Não é essa casa, não!!”
Elizabeth Saqueto esteve presente com Bandeira por antecipação e na reunião mandou os antúrios, vermelhos de sedução, com um pensamento de Drummond:
” Não há tempo consumido
nem tempo, a economizar
o tempo é de todo vestido
de amor e tempo de amar [...]
São mitos do calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora. “
Sentimos falta da Leila Barbosa com seu eterno sorriso e da Angela Nabuco para nos contar sobre o Antônio. A Glória chegou pronta para viajar mas já nos tinha enviado aquela ” A broa”, incomparável.
Eduardo e Ana, munidos de torta de nozes e chocolate, comandaram o debate sobre o filme O LEITOR. Nossa… Que máximo!!! Um filme questionador, comovente… Mergulhamos nele com sede e vontade de descobrir os mistérios de seus personagens.

Vera trouxe suas rosas coloridas, delicadas e graciosas e ainda nos disse poeticamente – SIMPLESMENTE ROSAS… Vejam só:
Tudo o que eu queria
era estar, agora,
em um jardim de rosas.
Rosas vermelhas, brancas,
amarelas.
Qualquer uma delas,
simplesmente rosas…
De suas pétalas, faria um
abrigo,
onde eu iria morar;
de seus espinhos, um cercadinho,
para que ninguém pudesse entar.
Somente vocês, meus amigos,
eu iria convidar;
para juntos, com café e
poesia
este momento brindar.
[ Vera Lúcia Ribeiro Guedes]
Ainda, saibam todos, comemoramos meu aniversário!!

AH! QUE CAFÉ GOSTOSO!! FOI ASSIM… LINDO!
Convite
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
Queridos amigos, Ana e eu gostaríamos de convidá-los para nosso segundo encontro. A data que estamos propondo é 04 de julho (sábado), as 16 h, no mesmo local: Rua Dr. João Penido Filho, 362, apto 401 – Bairro Bom Pastor. Programamos, por sugestão do Eduardo Rabelo , um debate sobre o filme O LEITOR, com Kate Winslet e Ralph Fiennes. Este filme teve 5 indicações para o Oscar 2009 (melhor atriz; melhor roteiro adaptado: melhor fotografia). O tema também, segundo o relato de quem já assistiu, é muito instigante. Pensamos que será mais interessante se todos puderem assistir antes do encontro, pois assim o debate será mais proveitoso. Estaremos com alguns psicólogos presentes: Ana Másala, Eduardo Rabelo, Adriana Sleutjes e Claudia Freire Lima de São Paulo (que está fazendo formação em psicanálise). Os poetas Célio Govedice e Carlos Rodolfo Stopa de São Paulo também foram convidados mas ainda não confirmaram. Por favor, confirmem suas presenças para que possamos organizar nosso CAFÉ COM POESIA ( E ARTE) Informaçõe: am_mendes2004@yahoo.com.br (Ana Másala) ou mhsleutjes@terra.com.br ( Maria Helena) Para ir temperando nosso Café, aqui vai o poema da nossa colega Gloria Barroso. Atentem para o tema (rsrs) e fiquem com água na boca:
A broa
Glória Barroso A Deise é que fazia uma broa que levava queijo.
Ele se separava em uma camada
no fundo da forma
cremoso
cheiroso.
Tenho certeza que era a danada da Deise que fazia essa broa.
Que além do queijo
levava farinha de trigo.
Broa moderna
fina
macia
servida em prato de porcelana.
Mas de primeiro
o queijo não entrava.
Nem farinha.
Era uma broa simples
quitute de roça de comer em banco de pau
com pés de bandeirinha ou
feita pro café dos colonos
na pausa da tarde
da lida
da enxada da foice do sol
sol forte
à sombra do angico
entre risos e casos
e cantos
toada comprida sempre igual.
Uma broa gostosa de fubá áspero
amarelo
com pontinhos escuros.
Fubá de moinho d’água
que nascia ao som cantado da roda
no farfalhar das folhas ao redor
com o alarido d’água forte fresca clara;
não em fábricas
de um amarelo industrial mas
ao som do assobio do vento nas folhas longas
estreitas
bem verdes e ásperas
da voz de quem o cuidava dizer “o milho já tá cacheando”
dos cabelos macios e ruivos da espiga
do sol que a tudo enchia de luz.
Ao fubá se misturavam ovos
casca dura gema consistente
clara contida
açúcar a manteiga batida fresca
pontilhada de gotinhas d’água
que na verdade era menos usada que a banha.
Cravo-da-India - cabinho marrom com cabecinha de flor-
que infiltrava na massa seu cheiro e sabor
noz-moscada,
erva doce;
massa grossa,
rústica.
O espesso rio amarelo era derramado
na forma de canudo ou no tabuleiro
fazendo dobras.
Em meia-hora o cheiro bom se espalhava pela cozinha
inundando toda a casa
enchendo de paz
e fartura
Sentimento de que se cumpria a vida
áspera e clara
cheia de um grande sol.
De primeiro era assim.
Primeiro encontro…
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
AO ABRIGO DA AVAREZA DO TEMPO
por Ana Másala
Ano: 2007
-Então você é de Juiz de Fora?
-Vamos marcar um café?
Iniciativa de Maria Helena. Convite ao meu desejo de conhecer de “pertinho” a poeta que me assombrava com seus versos postados em sua página no Recanto das Letras e para quem eu havia escrito timidamente:
Na casa do meu amanhã
pintarei com os olhos
pássaros, flores e magia
de-li-ca-da-men-te
colhidos dos seus versos.
A vida dobra esquinas. Nos encontramos fora da telinha,. A conversa correu solta. Um olho na xícara de café, outro na poesia. Não foi um dedo de prosa. Faltaram dedos para tanta prosa. Promessa de outros encontros. Café em banho-maria por dois anos. Ausentei-me. Dois novos encontros agora em 2009 quando demos de fato, voz e abrigo ao desejo de criar o “Café com Poesia e Arte”. Lugar de encontro; Clareira; espaço de liberdade; porque crer na arte é ter um caso com a vida, cotidianamente feia e bela, mas também é visita ao sótão dos mistérios ao abrigo da avareza do tempo.
Estamos aqui “pelo desejo de um outro desejo de alteridade, que é muito mais que a soma de duas metades”,
“Cada um seja, o que se é”.
Bem vindos !
Algumas fotos do nosso primeiro encontro – 23/05/2009.
O momento foi de chegada, apresentações, descontração e poesia na voz de Cristine e Ana Másala. Na foto estão: Eduardo Rabelo, Leila Barbosa e Ana Másala.

Folheando o livro do Jorge Luiz da Silva Alves – Viagens e delírios e o da Vera Guedes – Sonhos da favela, falamos desta dura vida de escritor em busca de espaço para colocar seu trabalho. Na foto estão: Marinus, Angela Nabuco, Jorge Luiz da Silva Alves e Glória Maria Barroso.

Recebemos da Vera Guedes o primeiro livro para o acervo do Café com Poesia e combinamos de nos encontrar de novo na segunda quinzena de junho.

Em junho teremos mais!!
Aguardem!!!
INTEGRANTES
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Sem categoria
INTEGRANTES DO GRUPO:
1. Ana Másala (psicóloga e poeta)
2. Ana- Miranda ( escritora).
3. Angela Nabuco ( médica e escritora)
4.Freire Lima ( escritora e psicanalista em formação)
5. Cristine Guadeleupe (design artístico, ilustradora)
6. Eduardo Rabelo (psicanalista)
7. Gloria Maria Barroso (Artista plástica e poetisa)
8. Jorge Luiz da Silva Alves (escritor e poeta)
9. Leila Barbosa ( professora e escritora)
10. Marisa Timponi ( professora e escritora)
11. Maria Helena Sleutjes (poeta)
12. Nicácio Roberti ( escritor, ilustrador e músico)
13. Samanta Mara ( professora)
14. Sonia Maria Stigert ( artista plástica)
15. Vera Ribeiro Guedes ( advogada e escritora)
