O novo espaço da Vera Guedes

Vejam como está interessante o novo espaço da Vera Guedes.

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O convite abaixo foi formulado por ela e endereçado aos amigos:

APRENDENDO

COM POESIA E PROSA

BLOG CULTURAL INFANTO-JUVENIL

SEJAM BEM-VINDOS!

Este é um blog educativo. Minha intenção é postar meus projetos de literatura infantil, em verso e prosa, para ajudar pais e professores na educação de nossas crianças.

Todos os textos aqui publicados são de minha autoria e estão devidamente registrados no EDA da Biblioteca Nacional.

RESPEITEM OS DIREITOS AUTORAIS!

Já possuo um livro publicado com o Patrocínio da Prefeitura de Juiz de Fora, intitulado “Os Sonhos da Favela”, e é um paradidático pré-adolescente que aborda temas como violência, drogas, gravidez adolescente, oportunidades e decisões.

O livro já foi trabalhado com grande sucesso pelas escolas da região, principalmente, pelas escolas públicas, onde a realidade das crianças é muito parecida com a do personagem que mora em uma comunidade no Rio de Janeiro e tem que driblar, de todas as formas, a pobreza e a falta de oportunidades para realizar o sonho de ser médico e cuidar da população carente da favela. Será que ele consegue?

Só lendo o livro para saber a resposta….

Quem sabe não encontro algum editor que queira investir em meu trabalho?

Saudações literárias,

Vera Ribeiro Guedes.


LEILA BARBOSA – ENTREVISTA DO JORNAL “PALCO”

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( O jornal “PALCO”  editado pela Pró-reitoria de Cultura e o Cine Teatro Central da UFJF, entrevistou a nossa querida Leila Barbosa. A entrevista foi publicada no n. 13,  edição de dezembro de 2009.  Transcrevemos aqui esta  entrevista para os integrantes do café com Poesia ( e Arte)

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A escritora Leila Barbosa é especialista em literatura juiz-forana. Pesquisadora do projeto ” História literária de Juiz de Fora”, publicou diversos textos sobre o tema em revistas e jornais da cidade e escreveu os livros  A  trama poética de Murilo Mendes, Letras da Cidade, e Cristo Redemptor – todos em parceria com a amiga e também pesquisadora, Marisa Timponi. No dia 15, às 19h, Leila lançou, no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), o álbum de arte Ismael Nery e Murilo Mendes: reflexos, mais uma publicação feita em parceria com Marisa.

- Como foi o processo de produção do livro?

O livro é resultado de uma minuciosa pesquisa que fizemos sobre todos os textos que Murilo  escreveu a respeito do amigo, Ismael, e sobre o que ele pensava de Murilo. Em buscas feitas na Biblioteca Nacional, em bibliotecas de seminários e igrejas e em alguns acervos particulares, conseguimos obter textos de jornais e revistas do começo do século XX, com artigos de Murilo sobre Ismael. Também convidamos estudiosos de Murilo e Ismael para compor o livro. O trabalho todo durou cerca de três anos.

- Como começou a amizade entre Murilo Mendes e Ismael Nery?

A amizade começou quando Murilo Mendes foi para o Rio de Janeiro trabalhar como arquivista na Diretoria do patrimônio Nacional, no Ministério da fazenda. Lá conheceu Osmael nery, tornando-se seu grande amigo. A amizade durou de q921 a 1934, quando Ismael morreu. Entretanto, Murilo continuou escrevendo sobre o amigo, numa demonstração de admiração e gratidão para com o grande pintor, filósofo e teólogo que foi Nery.

- Como você avalia a atual produção literária na cidade?

A criação literária juiz-forana anda bem produtiva, pois, além dos inúmeros lançamentos ocorridos ultimamente, tenho visto o aparecimento de muitos autores, como José Augusto Fonseca, renato Dias e vários outros apoiados pela Lei Murilo Mendes de incentivo à cultura.

- A cultura em Juiz de Fora apresenta uma identidade própria?

Acredito que Juiz de Fora é uma cidade que, apesar de sua descaracterização – não totalmente mineira, por absorver influência carioca, não totalmente carioca, por guardar princípios mineiros – sempre primou por sua tendência cultural marcante, por sua sedução pelas humanidades. Não é à toa que Artur Azevedo chamou-a de “Atenas Mineira”.

- A cidade é historicamente conhecida por sua efervescência cultural. Que fatores propiciaram essa realidade?

Para buscarmos as causas da efervescência cultural juiz-forana, necessitamos percorrer sua história, quando verificamos que nossa cidade, desde suas origens vocacionada para a cultura, destaca-se no cenário nacional e internacional pelas variadas manifestações artísticas. Sua literatura, entre outros recortes, pode definir-se pela figuração da cidade: um microcosmo que projeta o urbano para o macrocosmo. Os textos de seus escritores resgatam Juiz de Fora não apenas como um cenário, mas ainda como uma personagem que atua em muitas narrativas, ou como presença marcante em muitos poemas, desenhando uma cartografia urbana, compondo mesmo um verdadeiro mosaico.

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O álbum Ismael Nery e Murilo Mendes: reflexos de autoria de Leila Barbosa e Marisa Timponi está a venda nas principais livrarias da cidade. Trata-se de uma obra muito importante para o entendimento destes dois artistas.

POEMA DE NICÁCIO ROBERTI

Café com Poesia 6-9

MEDITAÇÃO

Nicácio Roberti

[ para Sonia Stigert]

Fio de luz, golpe de ar

Som que seduz e aperta o olhar

Frio que enche o coração

Tamborilar dos dedos em vão

Belo vazio, arrepio fugaz

Certo pudor de tempos atrás

Rosto que tira o sono melhor

Lembra a canção que eu não sei de cor

Branco que rouba a noção do pensar

Minha reserva de luz do luar

Água de mina, linda canção

Moça e menina num só coração

Dança do fogo de lenha a cozer

Páginas boas de um livro pra ler

Uma viagem num dia feliz

Certo presente que eu sempre quis

Grande tesouro de cordas em seis

Vinho que ajuda a vencer timidez

Plácido trôpego sôfrego e tal

Linda marchinha de carnaval

Mancha de nuvem imersa no azul

Estrela da noite cruzeiro do sul

Uma visão que me tira daqui

E mostra detalhes que eu nunca vi

O meu cantar pra você outra vez

Dizer que sim, contar até três

Tempo que corre depressa demais

Marcas no rosto que não saem mais

Primeira vez, emoção sem igual

Boa rotina de um dia normal

Vírgula, ponto, exclamação

O disparar de um coração

Outro recado escrito em papel

Ave pairando no vento do céu

Tensão do anzol do bom pescador

Todo o carvão do desenho sem cor

Brilho ao longe nas águas azuis

Bom lampião na falta de luz

Toda a bagunça do filho menor

Toda a saudade quando for maior.

[ Nicácio,

seu poema me pegou de surpresa e me encheu de alegria. Ao som desta linda melodia saí dançando na chuva, pulei muitas cachoeiras, corri pelos trilhos dos campos de milho. Fui terra, flor do campo. Ar, exalando vida. Água, água  de mina. Fogo incandescente de verão.

Não consigo escrever exatamente o que senti mas senti  e acabo achando que a única coisa que se pode fazer diante de tamanha beleza é sentir.  Obrigada, de coração!

Sonia Stigert]

TEXTOS APRESENTADOS NO ÚLTIMO ENCONTRO

ANA MÁSALA

Café com Poesia 6-11

VERSO   ERRANTE

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[ Imagem fractal da Internet]

No sopro da madrugada,
chega aos meus ouvidos
o som nostálgico de uma flauta,
que viaja manso pelas serranias.

Um verso irreverente acorda e dança,
incerto, entre uma e todas as palavras,
que descem até a ponta dos meus dedos,
e se aninham em minhas mãos fechadas.

Há uma noite trancada em minha língua,
mas o som da flauta que do etéreo veio,
suspira ao vento aquele verso errante,
que escapa à sina de um poema triste.

Agora, a languidez me banha os olhos...
um barco lento desliza em mar noturno,
e ancora fluídico sob minhas pálpebras
o poema mais calado,
o poema mais sentido!
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VERA GUEDES

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A LAGARTA E A BORBOLETA (METAMORFOSE)

Borboleta na violeta
Era uma vez...
uma lagarta envergonhada,
que pelo chão se rastejava,
e todo mundo debochava:
que lagarta desengonçada,
feia e maltratada!
Ninguém dela gostava,
às pessoas, ela assustava.

Pobre Dona Lagarta...
Muito triste ficou,
e sentindo-se desprezada,
em um casulo se fechou.

E assim...
passaram-se os dias,
ninguém sua falta sentia,
até que em belo cenário,
enquanto o sol, a vida aquecia,
e a rosa, o jardim floria,
em um galho pendurado,
o casulo se abria.

E uma linda borboleta,
de asas bem coloridas,
o casulo deixou,
alegrando nossa vida.

E todos viram o milagre,
que a natureza prepararou,
a feia e envergonhada lagarta,
na borboleta se transformou.

Já não era desengonçada,
mas linda e cheia de graça,
e a todos superou.

Pois não mais se rastejava,
pelo contrário, voava,
o céu, enfim, conquistou.
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REGINA MACHADO

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A  FLECHADA

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O arco da vida se retesa
lança sua flecha implacável.
Uma grande cicatriz se forma.
Atinge o alvo, nas emoções,
que, sem piedade,
com toda a força
trazem com elas
sentimentos vividos,
alegres, sofridos,
ocultos, nunca revelados
por toda uma vida.
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ANA  MIRANDA

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CRÔNICA

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[Cachorro vira-latas de Martha de Barros]

Gentem, hoje me aconteceu uma coisa muito interessante.
Eu sai para correr e mal dei dez passos, um cachorrinho,
um tomba-latãozinho (vira-latas), que estava
do outro lado da rua, atravessou e veio todo serelepe
para o meu lado.
Como saio muito cedo para correr, eram 5:10 da manhã,
a rua era só nossa.
Descemos a Padre Café sem ninguém passar por nós,
nem carro. Aí, eu corria, ele corria também,
eu parava, ele parava, pulava em mim, lambia minha mão,
trançava pelas minhas pernas, quase me derrubando
no chão e assim fomos, só nós dois
até chegarmos na Independência, onde já havia
pessoas e carros, aí começamos a andar comportadamente,
mas ele continuou trançando pelas minhas pernas.
Quando estávamos, na metade da Rio Branco,
ele achou companhia melhor que a minha. Abandonou-me
sem sequer abanar o rabinho uma última vez...
Trocou-me por um catador de papel
que vinha em sentido contrário. Foi-se.
Tomara que ele e o Catador fiquem juntos.
Dois grandes seres!
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ANGELA  NABUCO

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ENFIM

Contornos de Eduardo Cândido (fotografia)
[ Contornos de Eduardo Cândido (fotografia)]

A porta de abre
uma luz - ainda que tímida -
mostra o contorno das coisas

uma cadeira
a mesa qualquer
velha conhecida

devagar, como
quem pede licença
os versos vão entrando, com
vergonha de chegar, depois,
de longa ausência

eu os recebo
estreando o vestido colorido
que aguardava no armário

nas dobras do tecido
sou haste flexível
que se deixa dobrar
ao vento
brincando de esperança.
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HELENICE TOMAS

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[ da direita para a esquerda: Angela Nabuco,
Ana Másala,Vera Guedes, Helenice Tomas, Ana Miranda]

DEIXA

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[Foto de Cristine Guadelupe]

Deixa que eu transponha
o profundo desses olhos morenos
e que eu penetre além desse meu desejo
e que na imensidão
desse mundo invisível
eu encontre o sabor do sonhado beijo

Deixa que eu invada
o profundo desses olhos serenos
e que na invasão
dessa imensa infinda vida
eu descortine a bandura
de sua pele morena.
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JORGE LUIZ DA SILVA ALVES


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VATICÍNIOS

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Tomou-me as mãos; misto de sublimação e enfado, auxiliada pelo sândalo a exalar misticismo por todo aquele pseudo-santuário, iniciou a lucubração: vira crianças sorridentes com hematomas onde naufragavam suas inocências, mulheres infelizes sob tetos de mármore, homens revoltados pela falta de mártires para suas causas bisonhas, bonachões veteranos da vida na cuenta batalha pelo reconhecimento da sociedade em filas humilhantes…continentes inteiros infectados pela tragédia, raças irmãs dizimando-se na hecatombe por um deus que é o mesmo para todos, curas descobertas por acaso e antídotos encobetos por lucro. Ainda me olhava, desesperançada, quandp paguei a consulta e não exigi o troco. Desajeitado, desculpei-me: ” Não, ainda não sou eu; o tempo de meu ministério ainda virá – por hora, não me cricifique…”

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MARIA  HELENA SLEUTJES

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FADO  AOS PEDAÇOS

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Na enseada do desejo

o vento sopra inquietudes…

“se meu amor vier cedinho

eu beijo as pedras do chão

que ele pisar no caminho”

Se meu amor vier de tardinha

eu abraço as sombras da rua

pra a luar se embriagar…

Se meu amor vier de noitinha

eu troco todo o lamento

por uma canção de ninar…

Se meu amor… vier pra ficar…

eu canto na voz do tempo:

“tenho o destino marcado

desde a hora em que te vi.

Ó meu cigano adorado

viver abraçada ao fado

morrer abraçada a ti…”

[ os trechos entre aspas são versos do belíssimo fado português
- RUA DO CAPELÃO]

ULTIMO ENCONTRO DO ANO

ULTIMO ENCONTRO DO ANO.

Apesar da chuva, conseguimos chegar lá, no  teatro do ESPAÇO DIVERSÃO E ARTE  e a tarde  ficou colorida, coloridíssima.

Estavam presentes os seguintes integrantes do grupo:

Ana Másala, Ana Miranda,  Andrea Gerheim, Angela Nabuco, Cristine Guadelupe,  Eduardo Rabelo, Helenice Tomas, Jorge Luiz da Silva Alves, Leila Barbosa, Maria Helena Sleutjes, Nicácio Roberti, Regina Machado, Samanta Cruz, Sonia Stigert e Vera Guedes.

Estiveram conosco também alguns convidados especiais;  as atrizes Teka Figueira e Nina de Paula; os músicos André de Oliveira no violino ( presença especial) e Jota  na percussão.

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Queremos agradecer a presença de todos e especialmente dos que vieram de longe como a filha da Ana Másala e o namorado que vieram do Rio, o escritor  Jorge Luiz que veio de São Paulo e  o músico  Nicácio Roberti que veio de Ubá.

Nosso carinho também aos membros do nosso grupo que não puderam estar conosco fisicamente mas estavam no coração: Claudia Freire Lima, Carlos Rodolfo Stopa, Célio Govedice, Glória Barroso e Marisa Timponi.

Começamos com a encantadora poeta Ana Másala  e aquela delicada surpresa das flores (rosas brancas, as minhas preferidas) . Saiba, Ana, que você me deixou sem fala.

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Depois,  a Teka e a Nina entraram em cena:

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Os textos  “Vaticínios” e ” Segundo Epitáfio” de Jorge Luiz da Silva Alves foram os primeiros.

A seguir entrou a Cristine Guadelupe com seu show de imagens fractais, fotografias e ilustrações que entremearam as  apresentações e que ela mesma vai inserir e comentar neste espaço.

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Nina de Paula na flauta, André de Oliveira ao violino   e Jota na percussão, deram tom aos nossos escritos.

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Contamos com a presença marcante da artista plástica Sonia Stigert que apresentou e explicou o trabalho realizado a  quatro mãos por ela e Wagner Fortes, intitulado “O PAPA É FASHION”. Trabalho que fez parte da Coletiva realizada no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (Juiz de Fora) entrepondo a programação do Grupo do Festival de Tehila dentro dos Estudos da História da Igreja na América Latina, um deles intitulado ” O papa lança moda e veste Prada”, uma alusão à irônica e sarcástica  matéria da revista americana News Week. A curadoria foi de Tadeu Mattoso. Quem pode apreciar de perto, viu toda a beleza e criatividade da obra apresentada.

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Sonia também  falou  de moda como arte e apresentou suas criações exclusivas. Detalhe de uma de suas peças logo abaixo:

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Além disso, nos brindou com seus dotes culinários e vemos abaixo a escritora Vera Guedes e sua filha escolhendo o presentinho ( bom demais!!!)

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Abaixo, Teka Figueira declamando um dos poemas de Helenice Tomas:

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Da esquerda para a direita, na foto abaixo,  Regina Machado, Sonia Stigert, Ana Másala e Helenice Tomas.

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Novamente tivemos Nina  de Paula e Teka Miranda com textos das poetas Ana Másala, Regina Machado e Angela Nabuco.

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Até o Antônio curtiu este momento com Letícia e Angela Nabuco.

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Um outro raro momento nos foi proporcionado pelo Nicácio Roberti apresentando sua música  “Prenda”  , vencedora do PRÊMIO ARI BARROSO no  FESTIVAL DE MÚSICA DE  UBÁ, realizado em novembro de 2009.  Nicácio, que acaba de publicar seu primeiro livro infantil e também é ilustrador, me emocionou apresentando no encontro um dos meus poemas musicado por ele – FLORES DE AREIA.  Que incrível! Quando um poema vira música, dizem que os anjos dançam. Eu confesso que esta foi uma das melhores sensações que já vivi. Abaixo cenas destes momentos.

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Depois, tivemos a crônica da Ana Miranda, muito divertida.   Abaixo, Eu  e ela curtindo o espetáculo.

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Na  sequência, o poema da escritora Vera Guedes que nos fez flutuar  como borboletas saindo de seus casulos.

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Então, veio  a Samanta Cruz   para iluminar nossa leveza com o poema de Eduardo Galeano chamado a FUNÇÃO DA ARTE (I) que aqui reproduzimos:

“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

Me ajuda a olhar!”

Finalmente,  vemos na foto abaixo, a professora e escritora Leila Barbosa com sua alegria contagiante, nos falando sobre o lançamento do  belíssimo álbum de arte :  ISMAEL NERY E MURILO MENDES: REFLEXOS,  de sua autoria e  Marisa Timponi, primeiro livro editado pelo MAMM ( edição de luxo) que será lançado no MAMM/UFJF, no dia 15 de dezembro, as 19h.

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Parabéns Leila e Marisa!  Estaremos lá!!

Terminamos o encontro no Café  do Espaço – Boutique dos Sabores – com muita alegria.

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Abaixo, imagens da Cris Guadelupe que nos acompanharam durante o encontro.

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Até março de 2010 e BOAS FESTAS para todos.

MUITA POESIA, ARTE E EMOÇÃO SAUDÁVEL!!